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Número de inscritos cai 19,9%

Cidades

ANDRÉ ROSSI REGIÃO | 03/11/2017-23:03:59 Atualizado em 03/11/2017-22:59:47
Fotos: Divulgação
DIRCE | Crise influencia, aponta

O número de estudantes que prestará o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) este ano na RMC (Região Metropolitana de Campinas) recuou 19,9% em relação ao ano passado. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) atribui a queda ao fato do exame não ser mais obrigatório para certificar o Ensino Médio. Porém, especialista ouvida pelo TODODIA aponta outros fatores, como o custo do exame e a incerteza sobre o futuro das universidades públicas.
De acordo com dados fornecidos pelo próprio Inep, 90.097 estudantes realizaram o Enem em 2016. Neste ano, o número caiu para 72.194, o que representa uma redução de 19,9%. No Estado de São Paulo, a queda foi de 19%: de 1.404.362 para 1.136.851.
Essa é a primeira vez que o exame será aplicado em dois domingos, sendo que a primeira prova acontece amanhã. Até então, o Enem ocorria no sábado e domingo de um mesmo final de semana. As provas serão aplicadas em 16 das 20 cidades da RMC - Engenheiro Coelho, Holambra, Morungaba e Santo Antonio de Posse estão fora da lista.
"A queda no número de inscrições é consequência do Enem ter deixado de certificar o Ensino Médio, tarefa que voltou ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja)", apontou o Inep, em nota.
OUTROS FATORES
Na visão de Dirce Zan, especialista em educação e diretora da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o fato de o Enem ter deixado de certificar o Ensino Médio não é o único fator que pode ter influenciado na redução de participantes. O aumento de 20,6% neste ano na taxa de inscrição, que passou de R$ 68 para R$ 82, é um deles, na avaliação dela.
"A certificação do Ensino Médio motiva o público mais velho, mas acho que podem ser as duas coisas. O aumento do valor é algo que desestimula os mais jovens. A crise econômica é muito forte, e atinge principalmente as famílias mais pobres", disse Dirce.
Outro fator seria a incerteza em relação ao futuro das universidades públicas, especialmente das fundadas mais recentemente. "Quem está prestando o Enem neste momento, terminando o Ensino Médio, está numa situação de muita angústia. (...) As universidades públicas vivem um período de queda de investimento. Várias novas foram criadas no interior, inseriram novos cursos. O possível desmonte delas cria uma incerteza para o candidato: vou para uma universidade no interior do País, que é mais nova? Isso influencia", diz a especialista.
Ela também avaliou o modelo da prova. "A prova é muito cansativa, extensa demais, é preciso repensar (o modelo). Agora, para quem precisa se deslocar mais, pode também ser um complicador, mesmo se deslocando dentro da cidade. Cria um problema. Fora que os outros vestibulares são todos de final de semana. (...) São vários finais de semana que o estudante vai estar se dedicando", comentou Dirce.
Dicas
O QUE LEVAR
- Caneta esferográfica de tinta preta com tubo transparente (obrigatória)
- Documento de identificação original com foto (obrigatório)
- Cartão de confirmação da inscrição
- Barra de cereal, castanhas, chocolates e frutas para consumir durante a prova, entre outros alimentos leves
- Garrafinha de água
O QUE NÃO LEVAR
- Lápis
- Borracha
- Boné, chapéu, gorro e viseira
- Calculadora
- Óculos escuro
- Fone de ouvido ou qualquer tipo de transmissor
- Dispositivo eletrônicos (celular, calculadora, gravador, relógio, alarme)
- Anotações e materiais impressos