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Boa vontade antes e depois

Empregos

PEDRO HEIDERICHREGIÃO | 24/11/2017-19:10:40 Atualizado em 25/11/2017-18:15:16
Divulgação
manuela | Ela diz que falta de paciência é um problema hoje

Além da qualificação e de um bom currículo, o diferencial para ser contratado é listado em quatro pontos: boa vontade, comprometimento, atitude e iniciativa. Para a psicóloga organizacional e coach Manuela Iwamoto, de Americana, os pontos são cruciais para quem quer conseguir um emprego. Demonstrar vontade e atitude antes, durante e depois.
"O perfil que querem é sempre o mesmo, as mesmas exigências. Claro que a formação e experiência contam, mas um bom comportamento, uma boa conduta, comprometimento, atitude e iniciativa podem fazer a diferença. E não só no momento da entrevista e antes dela, mas depois na empresa também. Tem que manter esse cuidado no dia-a-dia", explica.
Manuela aponta que na região a instabilidade nos empregos é alta. "Não adianta nada fazer na entrevista e não fazer depois de contratado". Para ela, apesar da instabilidade, as oportunidades são grandes na região, comparando com outros locais. Entretanto, mais chances pode significar um relaxamento, seja inconsciente ou consciente.
"A região tem muito emprego. Então sabem que se não der tal vaga, daqui a pouco tem outra. Isso facilita a vida de quem não é comprometido. Até quando conseguem, trabalham uns meses e trocam de emprego. Temos visto bastantes candidatos com condutas que não são das mais adequadas. Pessoas que não estão focadas na carreira, no comportamento."
PACIÊNCIA
Manuela cita também falta de paciência em muitos candidatos. "Acontece muito de ver pessoas que dizem que querem crescer, mas não têm paciência de passar pelas etapas que têm que passar".
A coach relata casos de pessoas qualificadas, com faculdade, procurando vagas operacionais de salários mais baixos do que os que almejam, mas que não aceitam começar de baixo.
"Muitas que têm ensino superior completo e que querem ir para a prática, mas ficam muito na teoria. Não é a maioria, mas já vi candidato negar uma oportunidade porque o salário era menor do que seu último emprego. Não quis participar e continuou desempregado. Não demonstrou comprometimento, o comportamento não agradou".