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Faltam 617 policiais, diz sindicato

Cidades

PEDRO HEIDERICH REGIÃO | 21/10/2017-19:35:38 Atualizado em 21/10/2017-19:32:16
Divulgação
RAQUEL GALLINATI | Ela aponta incompetência e descaso

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Policia Civil do Estado de São Paulo) aponta deficit de 617 policiais civis na RMC (Região Metropolitana de Campinas). De acordo com a entidade, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) divulgou, por meio da Lei de Acesso Informação, que nas vinte cidades da região, há 742 policias dessa categoria e o número ideal seria 1.359, quase o dobro do dado real (defasagem de 45,5%). O governo estadual acusa o sindicato de distorcer os dados (leia texto na página 7).
De acordo com o Sindpesp, os dados são de 28 de agosto deste ano e a defasagem na região é maior que em todo o Estado. Segundo "defasômetro" do Sindpesp, até agosto havia 41.912 vagas e 28.677 cargos ocupados, sendo 12.705 cargos vagos, o que equivale a uma defasagem de 31,6%.
As estatísticas apontam que, na RMC, o maior deficit em números é em Campinas, onde faltam 164 policiais (são 341 e devia ter 505), seguido de Sumaré, onde há defasagem de 84 policiais civis (são 40 e devia ter 124), e Santa Bárbara d'Oeste, onde faltam 50 (são 40 e devia ter 90). A única cidade das vinte que não apresenta deficit é Pedreira, que tem um policial a mais do que o necessário.
Ainda de acordo com o levantamento divulgado, em porcentagem de defasagem por município, o mais defasado é Artur Nogueira, com índice de 89,7% - só há quatro policiais no município e o ideal é de 39; em segundo vem Cosmópolis, que tem oito e devia ter 39, defasagem de 79,5%; e em terceiro lugar está Vinhedo, com defasagem de 76,6% - são 11 policiais na cidade e o número ideal é de 47.
De acordo com o sindicato, os dados têm como base a resolução número 15 de 2013 da SSP, publicada em julho, que definia que a distribuição dos cargos policiais civis por unidade policial devia ser efetuada de acordo com a disponibilidade de recursos humanos da Polícia Civil. A resolução foi revogada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2016.
'SOCIEDADE INSEGURA'
"Nosso papel é exigir investimentos para a segurança pública. Se há uma vítima além dos policiais dessa atrapalhada política de segurança é a sociedade. Que vive insegura, passível e desprotegida. A incompetência nas gestões e o descaso de governo refletem diretamente na população", declara Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindpesp.
Ela aponta situações precárias e desumanas de trabalho da categoria. A presidente citou ainda os aprovados em concurso que aguardam nomeação. "Desde 2012 esperando e a categoria com defasagem", afirmou.
Defasagem apontada
Cidade Deficit
Americana 37
A. Nogueira 35
Campinas 164
Cosmópolis 31
Eng. Coelho 4
Holambra 4
Hortolândia 14
Indaiatuba 32
Itatiba 30
Jaguariúna 11
Monte Mor 12
Morungaba 6
Nova Odessa 10
Paulínia 20
Pedreira 1 a mais
S.A. de Posse 1
S.B.d'Oeste 50
Sumaré 84
Valinhos 37
Vinhedo 36
RMC 617
FONTE: Sindpesp