OK
Close

Mulheres invadem as quadras

TodaGente

Texto | Claudete Campos Fotos | Claudeci Junior e Arquivo | TODODIA Imagem | 04/11/2017-20:07:47 Atualizado em 04/11/2017-21:08:41

A mulherada também invadiu as quadras para jogar raquetinha. Muitas migraram do tênis. O mini tênis é mais fácil de praticar e não requer tanta técnica como o tênis. Outro diferencial é que é jogado em duplas, o que aumenta a socialização. E a diversão.
No início da modalidade em Americana, eram pouquíssimas as mulheres que participavam. "Primeiro, porque poucas praticavam tênis, que era o esporte de onde os primeiros praticantes migraram. Depois, porque elas achavam que necessitavam de muita força e esforço físico para praticar, o que a princípio espantava as mulheres", explicou a empresária Cristina Pisoni, uma das primeiras a aderir à modalidade.
"Hoje temos muitas mulheres de todas as idades praticando a raquetinha. Eu nem imaginaria isso há dez anos. Temos até um grupo só de mulheres no WhatsApp para marcar jogos no final do dia no clube", contou Cristina.
No início, conta Rafael D'Agostini, as mulheres jogavam com os homens nas categorias mistas. No ano passado, na 10ª edição, passaram a se reunir na categoria feminina. E, neste ano, pela primeira vez, na 11ª edição do Cemara Open de Mini Tênis, vão participar das categorias Feminino A, B e C tal foi a evolução técnica das mulheres. "Pelo grande número de jogadoras, percebemos que poderíamos dividir em três categorias. Além de animar as iniciantes a participar do torneio", disse Rafael.
A empresária Fabiana Pisoni Bardi disse que tem notado que de um ano para cá os torneios estão aumentando, o que a incentiva a continuar a evoluir. Sem falar dos benefícios do esporte para a saúde física e mental. "Vale salientar também que este esporte requer muita disciplina e mexe muito com o psicológico de cada um, principalmente em torneios. Exige muita concentração, parceria e espírito de equipe para compreender os erros do seu parceiro. Ele expõe em quadra muito da personalidade de cada um, portanto, deve ser levado a sério e não deixar que seja banalizado, levando sempre em consideração as regras do tênis", explicou Fabiana.
Constante evolução
Uma das migrantes do tênis para o raquetinha foi a empresária Fabiana Pisoni Bardi. "Meu esporte de infância sempre foi o tênis, e quando eu era pequena eu acompanhava minha mãe e minha tia jogando raquetinha em campeonatos no Clube do Bosque e achava super legal. Eu resolvi praticar a raquetinha porque normalmente se joga em dupla e, na minha opinião, deixa o jogo mais dinâmico e divertido. Nós temos a impressão que o jogo de raquetinha é mais fácil, porque a bolinha anda de qualquer maneira que batemos na bola. Porém, se aplicarmos corretamente a técnica do tênis nas batidas, conseguimos um melhor desempenho nas partidas", disse Fabiana.
Jogo mais dinâmico
A chef confeiteira Bianca Porteiro também migrou do tênis para a raquetinha. "Eu acho bacana. Já jogava tênis e acabei indo para a raquetinha por causa de amigos e campeonatos. Acho legal. É diferente. Sempre joga em dupla. É um jogo mais dinâmico, mais rápido e mais fácil do que o tênis. Mais pessoas podem jogar sem ter técnica", explicou Bianca.