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As alternativas para comprar

Imóveis

CLAUDETE CAMPOS REGIÃO | 28/10/2017-00:52:33 Atualizado em 28/10/2017-00:48:18
Divulgação
BERZOTI | O mínimo para financiar imóvel é ter nome limpo, afirma

O sonho da casa própria ficou um pouco distante para uma parcela da população por causa da redução dos recursos disponíveis na caderneta de poupança, que ajuda a financiar os imóveis. Os poupadores sacaram recursos para pagar dívidas ou para consumo. Além disso, a Caixa passou a financiar até 50% do valor do imóvel. Apesar do aperto, há alternativas para comprar imóveis, apontam especialistas.
Segundo o advogado corporativo e gestor contábil Vinicius Maximiliano Carneiro, as restrições de crédito atingem cerca de 60% da população, que não tem o nome limpo. E os bancos se baseiam nesses indicadores de sistemas de crédito para conceder ou não empréstimos de longo prazo. "Para driblar o escasso dinheiro do mercado é ter nome limpo, no mínimo", disse Carneiro. Ainda sugere que as pessoas saibam despesas e rendimentos para evitar retomada do imóvel e que tente pagar uma parcela menor.
Uma das opções, informou o empresário Carlos José Berzoti, palestrante especializado no mercado imobiliário, é fazer a compra direto da incorporadora ou construtora, com investimento de um sinal e um valor mensal pequeno durante a construção. A soma de todos os pagamentos deve ser de 30% do valor do imóvel.
Outra sugestão de Berzoti para driblar a escassez de recursos é aderir a uma cota de consórcio, com desembolso mensal e sem necessidade de comprovar renda e sem incidência de juros, apenas taxa de administração e do Fundo de Reserva. "A única questão é que o comprador terá que quitar todas as parcelas ou ter sorte para ser sorteado e ai receber o imóvel, ou juntar algum dinheiro para dar um lance, que pode ser através da venda de um veículo, por exemplo", orientou Berzoti.
Berzoti diz que essa opção - venda de carro - só vale a pena se o valor for suficiente para quitar a entrada. Carneiro ressalta que só deve vender o automóvel se já tiver outro ou se não for assumir parcelas de um novo carro. E sugeriu mais duas alternativas. Aumentar a renda para juntar dinheiro para dar uma entrada maior e garantir parcelas menores ou aplicar os rendimentos em aplicações mais agressivas, desde que tome cuidado com os riscos.
Há quem também participe de associações de moradores que se cotizam para comprar terrenos e construir. Berzoti alerta que é uma boa opção se houver pagamento de 100% dos participantes, pois se há devedores a obra para e ocorre atraso na entrega da moradia. Carneiro alerta que a pessoa deve ter conhecimento de fundos coletivos de investimentos para perceber o risco, além de ressaltar restrições legais para não cair em crime contra a economia popular.
Uma prática pouco aplicada no Brasil é a vaquinha pela Internet. Carneiro disse que há portais de investidores para empreendimentos imobiliários, mas ainda não vislumbra plataformas que tenham como objetivo viabilizar a compra da casa própria. "Tudo é possível através de financiamento coletivo, porém, a maior dificuldade desse formato seriam as "garantias" que os investidores teriam de receber seu aporte de volta, já que, no caso dos bancos e consorciadoras, o próprio imóvel fica em garantia dos pagamentos", explicou Carneiro.