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Construtoras miram público idoso

Imóveis

CLAUDETE CAMPOS REGIÃO | 14/10/2017-16:08:02 Atualizado em 14/10/2017-16:04:42
Arquivo | TODODIA Imagem
KIM | Construção voltada a esse público vem sendo debatida há muito tempo, afirma

As construtoras e o poder público reavaliam as construções de imóveis residenciais por causa do envelhecimento da população brasileira. Além de garantirem a acessibilidade, eles terão de investir na sociabilidade, independência e valorização da autoestima dessa fatia da população.
O tema ganhou tanta importância que o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o Estadão e a Immaginare realizarão Fórum Moradia para a Longevidade, no próximo dia 9 de novembro, na sede do Sindicato da Construção Civil, na Capital paulista. O Fórum apresentará experiências inovadoras no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa e discutirá as tendências de habitação para o público sênior, segundo o sindicato.
Esse assunto também ganha relevância na RMC (Região Metropolitana de Campinas), que acompanha a tendência nacional de envelhecimento populacional. Estimativa feita pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) é de que a população acima de 60 anos deve atingir 680.037 pessoas daqui a 13 anos, um crescimento de 85% em relação a 2014, quando a região concentrava 366.859 pessoas nesta faixa etária. A terceira idade representará 19,8% dos habitantes da RMC. Atualmente, 12,3% dos moradores são considerados idosos.
Aliás, a construção de moradias de acordo com o perfil da terceira idade vem sido debatida há muitos anos, informou o vereador de Americana Marco Antonio Alves Jorge, o Kim (PMDB), que participa do Conselho Nacional das Cidades e da Câmara Temática da Habitação na RMC. Kim defende que sejam criadas políticas públicas para atender os incapazes que são órfãos e os idosos que apresentam dificuldades para levar uma vida independente.
COHOUSING
Uma iniciativa que chamou muito a atenção de Kim será discutida no evento na Capital paulista. É o Cohousing, modelos e alternativas arquitetônicas para atender os idosos. Esse modelo é aplicado na Europa e nos Estados Unidos. Kim explicou que são modelos de habitações em condomínios residenciais, que seguem todas as regras de acessibilidade, mas que preveem o envolvimento e participação dos idosos na gestão do condomínio.
Os idosos podem, por exemplo, realizar refeições coletivas no almoço, jantar e café da manhã e a cada dia um deles fica responsável pela cozinha ou pela organização dos livros na biblioteca e outras atividades. "São tarefas que dão responsabilidade para o aposentado onde se sente útil e imprescindível. Tem observado longevidade maior e ficam mais tempo independentes. Sozinhos, conseguem se virar. O grau de bem-estar é muito maior do que idoso que fica isolado, mais solitário e tal", explicou o vereador. Há modelos em que os idosos têm suporte de enfermagem e cuidadores.
Tome nota
Fórum Moradia para a Longevidade
Quando: Dia 9 de novembro de 2017, das 8h às 17h30, na sede do Secovi-SP
Onde: Rua Dr. Bacelar, 1.043 - Vila Clementino - São Paulo/SP.
Informações e inscrições: (11) 5591-1306 ou http://forummoradialongevidade.com.br/.