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Advogado da JBS contradiz Janot

Brasil e Mundo

11/09/2017-23:24:02 Atualizado em 11/09/2017-23:19:52

O advogado e delator da JBS, Francisco de Assis e Silva, afirmou em depoimento que esteve reunido com Eduardo Pelella, principal assessor do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cinco dias antes da gravação escondida feita por Joesley Batista do presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março.
Assis e Silva contou que teve mais de três contatos, entre telefonemas e encontros, com a PGR (Procuradoria-Geral da República) antes do dia 27 de março.
A versão de Janot é diferente. O procurador-geral escreveu em manifestação que "nenhum dos atuais colaboradores, direta ou indiretamente, haviam buscado tratativas com a PGR para iniciar negociação, fato que só veio a acontecer por volta do dia 27 de março".
O delator prestou depoimento no último dia 7. Ele disse ter ouvido "abstratamente" de um outro integrante do grupo de trabalho da Operação Lava Jato montado por Janot, o promotor Sérgio Bruno, que "uma coisa era ter a gravação de um deputado e outra, do presidente".
No entanto, Assis e Silva não fornece a data de quando isso teria sido falado, mas pontua que foi antes do dia 24 de março.
Foi levado para a reunião, ainda segundo o delator, um documento com 13 itens detalhados sobre o que os executivos interessados em colaborar poderiam revelar.
No depoimento, ele também fala que a JBS levou para a PGR três premissas: rapidez, sigilo e continuação dos irmãos Joesley e Wesley Batista à frente da direção da empresa.
De acordo com os fatos narrados por Assis e Silva, esse teria sido o segundo contato com o grupo de Janot, mas o primeiro pessoalmente. | FOLHAPRESS