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No único debate das eleições, Merkel e Shulz concordam sobre migração e ignoram 'brexit'

Brasil e Mundo

03/09/2017-22:13:44 Atualizado em 03/09/2017-22:12:56
Captura de tela
candidatos | Merkel (esq.) e Shulz disputam o governo do país

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o social-democrata Martin Schulz participaram ontem do único debate televisivo antes das eleições de 24 de setembro. Eles disputam o governo do país mais populoso da União Europeia, em meio à crise migratória e as turbulências políticas no restante do mundo -a saída do Reino Unido do bloco econômico, por exemplo, e a eleição de Donald Trump nos EUA.
Mas as discussões no palanque não indicaram que o país possa ter uma mudança drástica de rumo nos próximos anos. Os dois candidatos parecem concordar sobre as principais questões.
Schulz, por exemplo, teve um de seus momentos de impacto ao dizer que vai interromper o processo de entrada da Turquia na União Europeia. "Quem quer que seja o próximo chanceler tem a tarefa de dizer que todas as linhas vermelhas foram ultrapassadas", disse.
Mas Merkel já vem antagonizando o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e ela própria lembrou o rival na TV de que tampouco é uma entusiasta da adesão turca. "Não enxergo a Turquia entrando na União Europeia. Nunca vi", afirmou.
Merkel é atualmente a favorita para se reeleger e acumular um quarto mandato.
Seu partido, a conservadora CDU (União Democrata-Cristã), tem 39% das intenções de voto segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira pelo instituto Forschungsgruppe Wahlen. O SPD (Partido Social-Democrata) de Schulz tem 22%.
A pesquisa foi realizada com 1.309 pessoas de 29 a 31 de agosto. Não há informação sobre a margem de erro.
Há outros partidos disputando as eleições, mas apenas Merkel e Schulz foram convidados para o debate. O FDP (Partido Democrático Liberal), em terceiro lugar, tem 10% dos votos.
FORA DE FOCO
O debate de 90 minutos frustrou espectadores, e analistas comentavam em tempo real nas redes sociais, insatisfeitos com a abrangência dos tópicos. Muito tempo foi gasto sobre a Turquia, mas temas urgentes como o "brexit" -a saída britânica da UE- passaram batidos. | FOLHAPRESS