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Neymar inverte ordem na França

Esportes

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 12/08/2017-19:13:54 Atualizado em 12/08/2017-19:10:51

Quando Neymar pisar no Stade du Roudourou, em Guingamp, para estrear pelo Paris Saint-Germain, terá invertido de vez a ordem do mercado na França. Nos últimos anos, o futebol do país foi exportador. Graças aos 222 milhões de euros pagos pelo PSG (cerca de R$ 810 milhões) pelo brasileiro, isso mudou.
Inscrito na Federação Francesa, ele deve jogar hoje, às 16h (de Brasília), embora a escalação não tenha sido definida pelo técnico Unai Emery. "Uma contratação como essa é capaz de pôr o Campeonato Francês e o PSG em patamar diferente. Eleva a competitividade do torneio e também como o futebol do país é visto", diz Daniel Alves.
Neste ano, os clubes da primeira divisão francesa investiram 576,7 milhões de euros (R$ 2,15 bilhões) em reforços.
Sem Neymar, seriam 354,76 milhões de euros (R$ 1,32 bilhão). A maior venda desta janela de transferências, que se fecha dia 31, foi a do lateral Mendy, negociado pelo Monaco com o Manchester City por 57,1 milhões de euros (R$ 213,7 milhões).
Nas saídas de atletas, os clubes arrecadaram 499,76 milhões (R$ 1,87 bilhão). O saldo positivo é de 77 milhões de euros (R$ 288 milhões). Foi a primeira vez em quatro anos que os valores das contratações superam os da venda de atletas.
"O fato de Neymar ter aceitado jogar o nosso campeonato mostra que somos competitivos. Ele é uma mega estrela. É único. Vai nos fazer crescer no aspecto esportivo, financeiro e de imagem", afirma a presidente da LFP (Liga de Futebol Profissional), Nathalie Boy de la Tour.
Na temporada 2016/2017, por exemplo, os clubes da primeira divisão do Campeonato Francês tiveram superávit de 13,7 milhões de euros em transações (R$ 51,3 milhões).
Foram vendidos 383,8 milhões de euros (R$ 1,43 bilhão) em jogadores e gastos 370,1 milhões de euros em contratações (R$ 1,38 bilhão).
O investimento maior foi do PSG, responsável pelas três aquisições mais caras: o meia Draxler, o volante Krychowiak e o lateral Guedes.
Na lista das cinco principais ligas da Europa, a francesa é a quinta em quase todos os critérios adotados pela empresa Deloitte, que publicou estudo em 2016 sobre as finanças no futebol.
"A chegada de Neymar pode nos dar um impulso na negociação dos direitos de televisão", complementa Nathalie Boy de la Tour.