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Após a crise, menos ações

Cidades

12/08/2017-20:54:15 Atualizado em 12/08/2017-20:51:11

Segundo a gerente técnica do consórcio PCJ, Andréa Borges, as ações adotadas pelos gestores dos municípios diminuíram após o furor da crise hídrica. "Temos visto uma diminuição das ações, também por contra de crise econômica e política, mas temos visto que diminuíram em relação ao período da crise", afirmou Andréa.
Ela afirma que o momento de reservatórios cheios e sem relatos de falta de água engana, passando uma sensação de falsa tranquilidade. "Parece que estamos no período 'de relaxar de novo'. Não é. Todo ano o município tem de trabalhar e ter atitudes permanentes. Não podemos ficar correndo atrás e sim ficar à frente da situação", afirmou.
Um dos problemas enfrentados pelo consórcio para afixar a necessidade de economia é a falta de políticas públicas. "O que temos buscado incentivar é a questão de políticas de sensibilização da população, como estipular multas por desperdício de água. Sentimos falta da manutenção disso e não só aplicar esses mecanismos durante a crise. Alguns municípios, como Bragança Paulista fez, dão desconto no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) se tiver área verde na casa ou se fizer captação de água da chuva. Até tem projetos de lei e propostas semelhantes para a região, mas percebemos que o processo é muito lento, vagaroso e burocrático. O que tem faltado é agilizar as leis de incentivo ou tornar permanentes atitudes tomadas só na estiagem", disse Andréa. | JCK