OK
Close

Garoto morre após suposta picada; tio acusa demora

Cidades

RODRIGO ALONSO E PEDRO HEIDERICH AMERICANA | 11/08/2017-23:28:14 Atualizado em 11/08/2017-23:25:26
Reprodução | Facebook
CAUÃ SANTOS | 2 anos

Cauã Ferrari Santos, 2, morreu na manhã de ontem após ser supostamente picado por um escorpião. Tio da criança, o diretor comercial Cristiano Salles criticou o atendimento médico em Americana.
A família levou o menino à Unimed Americana. Segundo o hospital, "ele estava sentindo muitas dores e chorando". A hipótese sobre picada de escorpião foi levantada pela equipe médica, em função do quadro clínico de Cauã. No entanto, a unidade apontou que "a família relatou não ter visto o escorpião e não foi encontrado sinal de picada na criança".
A Unimed comunicou que solicitou soro antiescorpiônico ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, mas, antes da entrega do medicamento, o quadro da criança tinha se estabilizado. Devido à melhora do estado de saúde, as duas ampolas de soro fornecidas pela prefeitura não foram aplicadas em Cauã na Unimed.
O garoto e as duas ampolas foram encaminhados para o Hospital Samaritano de Campinas, onde há UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica - esse tipo de unidade não existe na rede pública de Americana. No Samaritano, a situação evoluiu para um quadro grave e Cauã não resistiu, de acordo com a Unimed.
Salles afirmou que o soro foi aplicado em Campinas. "Com um atendimento emergencial da década dos anos 40, ele levou mais de quatro horas para receber a dose do remédio contra picada de escorpião", declarou, em sua página no Facebook.
Até as 21h de ontem, ainda não havia horário para o sepultamento, conforme informou a funerária Bom Pastor. O velório teve início ontem, no Cemitério da Saudade.
HOSPITAIS
Em nota, a Unimed ressaltou que "todo o socorro foi prestado imediatamente". "Ela (a criança) recebeu toda a assistência adequada, incluindo atendimento pelo médico plantonista e fazendo um ultrassom", comunicou.
A prefeitura destacou que o Manual Técnico do Ministério de Saúde "não descreve ser imprescindível a administração do soro sob retaguarda de UTI Pediátrica". "A falta dela não deve obstar jamais as condutas pertinentes ao socorro imediato, conforme preconizado nos protocolos da assistência em urgência e emergência, bem como no referido manual", apontou.
O Samaritano, através de seu departamento jurídico, declarou que não se manifestaria sobre o caso.