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Um inimigo oculto

TodaGente

Texto | Claudete Campos Fotos | Divulgação | 10/08/2017-23:26:32 Atualizado em 14/08/2017-23:27:15

Um inimigo oculto pode comprometer a saúde das pessoas. Trata-se do colesterol alto. Por isso, o dia 8 de agosto foi instituído como o Dia Mundial do Combate ao Colesterol. A elevada taxa de colesterol no sangue pode obstruir as artérias do coração e do cérebro e causar doenças cardiovasculares, como o IAM (infarto agudo do miocárdio) e AVC (acidente vascular cerebral). Aliás, essas são as principais causas de morte no Brasil. E a cardiologista Carmen Weigert alerta que se trata de uma doença silenciosa, com inexistência de sintomas.
O colesterol está presente em alimentos de origem animal, como carnes, leite integral e ovos. Produtos industrializados e processados, com muita gordura trans, também aumentam as taxas de colesterol. Esse tipo de gordura produzido no corpo humano desempenha funções importantes, como produção de hormônios e vitamina D. Mas o excesso é prejudicial.
É o que explica a endocrinologista Tassiane Alvarenga, formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). No sangue circulam três tipos de colesterol em forma de lipoproteínas: o LDL, que é o colesterol ruim; o HDL, que é o bom; e o VLDL, que contém triglicérides.
"Todos esses componentes são formados no fígado. A ingestão elevada de gordura saturada aumenta os níveis sanguíneos de LDL e reduz os níveis de HDL. Os riscos de doenças cardiovasculares como IAM e AVC aumentam significativamente em pessoas com níveis de colesterol LDL acima da normalidade. Por sua vez, no colesterol HDL, a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco. Ou seja, níveis elevados de HDL caracterizam um fator de proteção", informou a endocrinologista.
Carmen Weigert, do Hospital Cardiológico Costantini, alerta que o problema é causado por alimentação inadequada, com muita gordura ruim, estresse, tabagismo e sedentarismo. Além disso, pessoas que tenham histórico familiar com este problema devem ficar ainda mais atentas e cautelosas.
A endocrinologista Vivian Estefan, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, na capital paulista, informou que a circunferência abdominal alta, que pode ser detectada até mesmo em pessoas magras, pode ser outro sinal de alerta.
A medição
Carmen Weigert explica que 200 mg/dL (miligramas por decilitro) é o nível máximo de colesterol total que deve constar para adultos saudáveis. Já o nível de LDL (colesterol ruim) deve estar entre 70 e 100 mg/dL.
O diagnóstico
A cardiologista Carmen Weigert informou que o exame de sangue é a única maneira de analisar como está o nível no organismo. Por isso, é importante ir regularmente ao médico, fazer o acompanhamento e seguir os cuidados para evitar o problema.
Alimentação saudável e exercícios são recomendações
Os médicos recomendam hábitos de vida saudável, como alimentação equilibrada, com baixo teor de gorduras saturadas e perda de peso para os portadores de sobrepeso ou obesidade, que reduzem os riscos de ter colesterol alto. "Devemos aprender a ingerir os alimentos corretos, como laticínios desnatados, carnes sem gordura, evitar frituras e ingerir fibras", recomenda a endocrinologista Vivian Estefan.
Segundo a endocrinologista Tassiane Alvarenga, as atividades físicas regulares também ajudam a controlar os níveis do colesterol. "Prática esportiva seja ela qual for (a que você mais gostar) como natação, corrida, futebol, bicicleta, tênis, pilates ou musculação elevam o colesterol bom", informou.
Dicas
Prefira os alimentos integrais, leite e iogurtes desnatados, queijos brancos e light, carnes brancas ou vermelhas grelhadas e cozidas. Evite frituras, refrigerantes e coma frutas e legumes;
Pratique atividade física regularmente e mantenha o peso dentro do normal;
Reduza o consumo de álcool e abandone o cigarro;
Evite o estresse. Aproveite mais o tempo de lazer com a família e amigos;
Mesmo pessoas magras podem ter colesterol elevado. Pessoas que têm parentes de primeiro grau, como pais, irmãos ou tios que desenvolveram doenças cardíacas precocemente devem redobrar a atenção.
Fontes: cardiologista Carmem Weigert e endocrinologista Vivian Estefan