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Mr. Feltz Hot Dog

Clube Gourmet

Texto | Claudete Campos Fotos | Marcelo Gonçalves | Divulgação | 08/08/2017-22:42:24 Atualizado em 11/08/2017-21:20:24

Entrar na dogueria Mr. Feltz Hot Dog é como viajar no tempo. O espaço foi inspirado nas lanchonetes americanas da década de 1940, do letreiro na fachada até o mobiliário. Esqueça aqueles hot dogs cheios de acompanhamentos, como purê de batata, milho e ervilha, tão populares na região.
Na dogueria em Americana o pão e a salsinha são de primeira qualidade, bem artesanais e são as estrelas dos pratos. Daí a diferença de sabor. E o cardápio definido a dedo também harmoniza com as cervejas artesanais e Premium. E os amantes de sobremesas ainda encontram versões inusitadas de churros em arco.
Todas essas invenções saíram das cabeças dos irmãos e sócios Cássia Emílio Tozzo, 35, e Michel Sacilotto Tozzo, 34, descendentes de italianos. Ela era supervisora de recursos humanos na IBM e ele, líder de time na Bosch.
Todo o conceito da casa é baseado no hot dog que é servido nos Estados Unidos e na Europa. Ou seja, apenas com molhos especiais, maionese e ketchup. Michel explica que é para sentir o sabor dos ingredientes, da salsicha e do pão. Segundo Michel, a salsicha, que já é cozida, é feita na chapa, o que realça o sabor.
ARTESANAIS
A preocupação dos dois é com a qualidade. Como trabalhou em uma indústria alemã, a meta de Michel é atingir a perfeição com seus cachorros quentes.
Cássia conta que a salsicha é da Berna, empresa com mais de 55 anos que funciona em Louveira. Essa empresa, diz Cássia, fabrica embutidos artesanais de alta qualidade. Ela explicou que essa salsicha é típica alemã, com 100% de carne, baixo teor de sódio e sem corantes, conservantes e aromatizantes. Daí ser mais saborosa.
Os pães artesanais são de fermentação lenta à base de leite ninho. Será introduzida no cardápio a baguete francesa. Os pães são armazenados na câmara fria e são reaquecidos. É como se tivessem acabado de sair do forno. O molho feito na casa com tomate italiano é cozido de seis a oito horas e leva um mix de ervas. A batata palha adicionada ao prato é artesanal.
DESTAQUES
Cássia diz que o carro-chefe da casa é a salsicha Frankfurt, típica alemã, mas também tem outras diferentes e sazonais, como de calabresa, de páprica defumada, cordeiro (que combina muito bem com vinagrete de hortelã) e de vitela. A ideia, explica a comerciante, é trazer um dog diferente a cada mês.
A intenção, diz Michel, é que as pessoas explorem novos sabores. Para se ter uma noção, a casa usa mostarda em grãos e faz o Coleslaw, salada de repolho com vinagre, maionese, mostarda escura e pimenta que combina muito com hot dog.
O Tex Mex, por exemplo, faz referência ao México e traz em sua composição chilli, vinagrete, cheddar e doritos, com pimenta à parte para quem gosta de lanche potente. O Mush é outro campeão de vendas e é feito com a salsicha de Frankfurt, cogumelo shitake salteado na manteiga e cream cheese, finalizado com queijo meia curta, que deixa uma casca crocante. Também faz sucesso o Special, Bacon frito na chapa com cebola crisp, molho barbecue, maionese e cebola holandesa.
O cardápio novo terá dez dogs, com as opções de pão de hot dog e baguete francesa. A casa trabalhará com três salsichas fixas e outra sazonais. O vinagrete refogado com molho barbecue será outra novidade.
Inspiração nos anos 40
Todo o projeto visual e sensorial da casa foi focado na década de 40. O luminoso da fachada foi confeccionado para parecer antigo. As cadeiras de metal são vintage. O balcão de madeira e o azulejo do balcão de preparação dos lanches segue a linha Liverpool e remetem ao metrô de Londres na década de 40 ou 50. Os quadros seguem a mesma linha.
Para entrar no clima, a trilha sonora inclui blues antigos, das décadas de 50 e 60, e rockabilly, um gênero do rock and rool que marcou os anos 50, com expoentes como Elvis Presly, Johnny Cash, entre outros. Todo o projeto foi concebido pelo arquiteto Fernando Cavichioli.
Inspiração no criador do Hot Dog
Mr. Feltz tem ligação com a história do Hot Dog. Diz a lenda que um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha, em 1852, batizou as salsichas que fabricava com o nome da raça do seu cão: Dachshund. E coube ao imigrante alemão Charles Feltman levar a salsicha para os Estados Unidos em 1880. Em terras americanas criou um sanduíche quente com pão, salsinha e molhos. O Hot dog se popularizou.
Estudo de quatro anos
Há quatro anos os irmãos acalentavam o sonho de montar uma dogueria que resgatasse a essência dos legítimos hot dogs.Há dois anos acharam o ponto ideal. O ponto comercial fica em um bairro próximo ao Centro, com capacidade para 42 lugares, com fácil estacionamento. E há cinco meses abriram as portas.
Michel conta que não tinha pressa de montar o negócio. Mesmo porque pesquisou muito até encontrar os fornecedores e definir todo o conceito da casa. Buscaram referências na capital paulista. Assim definiram o perfil do produto e o processo de fabricação.
Memória afetiva
O Hot Dog faz parte da memória afetiva da infância de Michel Tozzo. Aos sete, oito anos, sempre ia com seu avô, Mário Tozzo, zelador da Igreja Matriz Santo Antonio, até o Hot Dog do Sr. Cita, amigo do avô e da família, que funcionava em um carrinho perto da igreja. Sempre fazia hot dog em casa para si mesmo e para a família.
Sobremesas que atraem pelo visual
O churros na forma de arco é a principal sobremesa. Michel Tozzo explica que o churros não é recheado. A cobertura é doce de leite com farofa e crocante de amendoim ou de creme de chocolate de avelã finalizado com farofa de negresco.
Bebidas
Para acompanhar os dogs, nada como as cervejas da Eisenbahn, como Pilsen, Weiss (trigo) e Pale Ale (puro malte). Quem prefere pode pedir Stella, Budweiser ou Heineken. Mas as sodas italianas também caíram no gosto dos frequentadores.
TOME NOTA
Mr. Feltz Hot Dog | Endereço: Rua Florindo Cibin, 293, Vila Medon, Americana | Telefone: (19) 3013.3256 | Horário de funcionamento: Terça, quarta, quinta-feira e domingo das 18h às 23h e sexta e sábado, das 18h à meia-noite.
 

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