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Governo vai congelar salários de servidores para economizar R$ 9,8 bilhões no ano que vem

Brasil e Mundo

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 12/08/2017-17:53:44 Atualizado em 12/08/2017-17:50:20

Com a revisão da meta de deficit deste ano e de 2018 praticamente definida, a equipe econômica prepara medidas para cortar gastos e aumentar receitas.
Pelo lado dos gastos, o governo congelará salários de servidores em 2018 para economizar R$ 9,8 bilhões. Serão atingidos professores, militares, policiais, auditores da Receita Federal, peritos do INSS, diplomatas e oficiais de chancelaria e carreiras jurídicas. Outras categorias poderão ser incluídas.
Além disso, o salário inicial de novos servidores ficará restrito a R$ 5 mil e haverá corte de benefícios como auxílio-moradia e ajuda de custo em casos de remoção.
Embora tenha desistido de aumentar o Imposto de Renda, benefícios tributários devem ser revistos para elevar arrecadação.
O Ministério do Planejamento espera o envio da nova proposta de reoneração da folha de pagamento para o Congresso. A medida provisória que tratava do assunto enfrentou resistência, iria perder a validade, e o governo decidiu revogar o texto para que o tributo referente a julho não fosse cobrado de empresas.
Outra aposta é o Refis. A equipe econômica aposta em reverter mudanças feitas por comissão da Câmara, que alterou a medida provisória e concedeu mais benefícios que planejado.
A previsão era obter R$ 13,8 bilhões, mas só entraram R$ 3,5 bilhões, e o prazo de adesão vence em 31 de agosto.
Sem esses recursos, a conta não fecha e ficará difícil cumprir as metas de deficit que devem ser anunciadas amanhã. Para 2017, a meta passará de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões. Para 2018, de R$ 129 bilhões também para R$ 159 bilhões.
A pressa para a revisão se deve à necessidade de envio ao Congresso de propostas para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018 antes do fim do mês. Somente depois de aprovada a mudança, o Executivo poderá enviar a proposta de Orçamento do ano que vem.
Outro problema será buscar receitas para o desbloqueio de R$ 5 bilhões neste ano. Sem esse recurso, serviços essenciais da administração federal podem parar a partir de setembro.