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Agente penitenciário morre baleado durante bico de segurança em Americana

Polícia

Pedro Heiderich | 17/07/2017-10:41:28 Atualizado em 17/07/2017-16:12:15
Reprodução | Google Street View
Vítima fazia segurança em obra quando um homem invadiu e disparou

O agente penitenciário Vinicius Runicche de Aguiar, 27, morreu baleado durante “bico” de segurança na noite deste domingo (16), em obra da MRV, no Jardim Terra América, em Americana. Outro agente, de 49 anos, que também fazia o “bico” foi baleado pela vítima por engano, segundo a polícia. Ele foi levado para o hospital, passou por cirurgia e recebeu alta.
Conforme o relato da testemunha, o agente baleado disse que ele e Aguiar estavam fazendo “bico” de segurança (segundo o registro policial, os dois agentes penitenciários da CDP do Salto Grande estavam em horário de folga) em obra da MRV quando um homem invadiu e disparou na vítima. Segundo o sobrevivente, Aguiar tentou revidar e o atingiu por engano.
Mesmo baleado, o agente diz que ainda tentou acertar o invasor, que conseguiu fugir. Aguiar morreu no local com os disparos. O boletim de ocorrência não cita em que partes do corpo a vítima foi atingida.
A testemunha relatou à PM que o agente baleado contou que um homem morena com roupas pretas intimou a dupla. Segundo a PM, o agente sobrevivente foi atingido nas costas e socorrido ao Hospital Municipal. A Prefeitura de Americana informou que o paciente passou por cirurgia e recebeu alta na manhã desta segunda. 
Atenderam a ocorrência o Corpo de Bombeiros, a PM (Polícia Militar), o delegado Robson Oliveira e investigador, o delegado Luiz Gazarini e investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e a perícia.
Antes de todos esteve no local outro agente penitenciário, 43, chamado pelo sobrevivente.
De acordo com o colega, ele recebeu a ligação por volta das 21h30. Os bombeiros estiveram no local por volta das 22h10 e acionaram a PM, que acionou Robson, que chamou Gazarini e a DIG.
Um representante da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) também compareceu ao local, obra do Minha Casa Minha Vida na Rua Francisca Coral Chiquinho.
A arma da vítima foi apreendida. O registro aponta que a pistola foi entregue pelo sobrevivente ao colega e testemunha para quem ele ligou (e que chegou primeiro ao local). A testemunha por sua vez entregou a arma à PM, que entregou ao delegado Robson e à Polícia Civil para apreensão.
O boletim de ocorrência feito pelo delegado informa que foi instaurado inquérito para apurar o caso e que não é descartado latrocínio e nem homicídio por outro motivo. Inicialmente o caso será investigado pelo 2° DP (Distrito Policial), responsável pela área, mas deve ficar com a DIG que compareceu à cena do crime.
Aguiar morava na Praia dos Namorados e era de Presidente Venceslau, interior do estado. O local do enterro ainda não foi divulgado. Ele deixa esposa grávida.
Em nota, a SAP declarou que lamenta o episódio e que a Corregedoria Administrativo do Sistema Penitenciário investiga o caso e frisou que, "por lei, o agente de escolta e vigilância penitenciária está impedido de exercer outras funções remuneradas". Questionada se o agente baleado será afastado do cargo, a SAP respondeu apenas que apura o caso.

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