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Motorista que matou ciclistas atropelados recebe alta e é preso

Cidades

Pedro Heiderich | 17/07/2017-14:09:20 Atualizado em 17/07/2017-16:03:26
Divulgação
Condutor responderá por homicídio, embriaguez ao volante e dirigir sem CNH

Hyoran Gabriel Alves de Oliveira, 19, motorista embriagado que matou dois ciclistas atropelados neste domingo (16), recebeu alta e foi preso na manhã desta segunda-feira (17). Ele estava internado na Santa Casa de Limeira sob escolta policial e foi para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Limeira, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
O jovem responderá por homicídio qualificado, embriaguez ao volante e dirigir sem habilitação. Não foi arbitrada fiança. Ele ficará no CDP até Audiência de Custódia. Além de embriagado, Oliveira não tinha habilitação. Ele conduzia um Corsa na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em Limeira, sentido Santa Bárbara quando causou o acidente.
Oliveira ficou ferido e foi levado para hospital. As vítimas, Diogo Cia Faria, 38, de Americana, e Márcio José Bechis, 45, morador em Nova Odessa, morreram no local. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, ele perdeu o controle e saiu da pista, atingindo os ciclistas no acostamento. O veículo ainda fez uma curva e capotou no canteiro lateral.
De acordo com a polícia, o teste do bafômetro apontou 0,90 miligramas de álcool no sangue por litro de ar expelido. Pela legislação, acima de 0,34, o motorista responde criminalmente.
Faria é dono da imobiliária De Faria Imóveis, em Americana e Bechis era professor de Educação Física em Nova Odessa. Faria foi enterrado no Cemitério da Saudade na manhã desta segunda (17). Ele deixa esposa e bebê de 15 dias. Bechis será sepultado às 16h no Cemitério Municipal de Nova Odessa. Ele também deixa esposa e filhos.
VÍTIMAS SÃO HOMENAGEADAS
As duas vítimas foram homenageadas por ciclistas em seus enterros. “Os amigos da bike fizeram uma bela homenagem na saída. Ele tinha muitos amigos, que deram força neste momento difícil”, aponta a irmã de Diogo, Graziela Cia de Faria, 42. “Que a gente consiga através desta fatalidade repensar uma forma mais segura para praticar esportes”, apontou.
Graziela diz que a morte do irmão é uma grande perda para todo mundo que convivia com ele. “Temos é que agradecer a Deus por ter passados esses anos com ele. Era uma pessoa maravilhosa, companheira, especial, com o coração cheio de bondade. Um esportista nato, que sempre adorou a natureza, os animais e o convívio com as pessoas”, declarou.
A irmã cita que Diogo deixa um legado. “Agora é cuidar da sementinha que ele plantou e dar forças à esposa dele, que sempre foi muito companheira”, se referindo a filho recém-nascido, de 15 dias, do casal.
O bombeiro Jimmy Vieira Teixeira, 37, amigo de Márcio, também citou homenagem feita por ciclistas no velório da vítima de Nova Odessa. “Foi uma singela homenagem ao nosso querido companheiro, amigo e professor”. Cerca de vinte ciclistas compareceram de bicicleta no velório. “Quase 300 seguiram o passo dele em Nova Odessa. Ele era um ícone aqui”.
A esposa de Márcio, Glaciane Bechis, 33, falou da influência do marido no esporte em Nova Odessa. “Sempre foi a paixão dele, tanto a natação quanto a corrida e o pedal”.
Glaciane encheu o marido de elogios. “Era um homem de caráter, determinado, um pai amoroso e marido exemplar. Dedicado em tudo o que fazia, esporte, trabalho, com os filhos, comigo”. Além da esposa, Márcio deixa dois filhos: um menino de 6 anos e menina de 11.
A mulher do ciclista diz não culpar a família do condutor do carro que atropelou e matou seu marido. “É preciso mais fiscalização nas estradas, mas o que precisa mais é mudar a lei. Ele tirou duas vidas de dois pais de família”, frisou.

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