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Bem Separadas

TodaGente

Texto | Claudete Campos Fotos | Divulgação | 07/07/2017-00:17:14 Atualizado em 08/07/2017-17:57:57
Valeria Ruiz | Medo do que está por vir é um dos principais obstáculos, aponta ela

Um dos momentos que podem se tornar traumáticos na vida é a separação. As pessoas têm de lidar com a tristeza e frustração ao final das relações conjugais. E ainda enfrentar a divisão dos bens, definir a guarda dos filhos e até mesmo dos animais, entre outras providências legais. Sem contar os atritos que surgem nessas ocasiões e a possibilidade de disputa judicial. Para ajudar as mulheres recém-separadas, surgiu há dois anos um projeto que busca fazê-las superar essa fase. É o Bem Separadas.
A iniciativa partiu da empresária goiana Valéria Ruiz, 43, palestrante, coach de relacionamentos, colunista da editora Finanças Femininas do portal Uol e do Site Ludovica. Ela também atua na área de hotelaria e é diretora da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).
Valéria já passou por isso e, para enfrentar a dor, começou a compartilhar sua experiência com outras pessoas e então teve a ideia de criar o projeto. "Fui casada por 19 anos e há quatro anos me separei. A ideia do site Bem Separadas surgiu com o intuito de acolher, orientar e apoiar mulheres que estejam passando pela mesma situação. Pretendo falar sobre as dores, dificuldades, inseguranças pelas quais passamos neste processo, mas principalmente sobre as alegrias, as certezas e as superações que conquistamos quando descobrimos que a melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinha. Daí a companhia será questão de escolha e não de necessidade", afirmou Valéria, na página de abertura do seu site.
O medo do novo é o principal entrave na separação. "As principais dificuldades das mulheres no momento da separação é de enfrentar o medo por todas as coisas que possam vir, como o medo de ficar sozinha, o medo de enfrentar a questão social das pessoas aceitarem, a questão das amizades, para não ver os filhos sofrerem e, principalmente, pelas questões financeiras, porque as mulheres muitas vezes têm medo de não conseguir se sustentar sozinhas", disse Valéria ao TodaGente.
DICAS
Quando perceber que a relação não está boa, comece a se preparar psicologicamente e financeiramente para a separação
Entenda que fechar ciclos não é fracasso. Que viveu uma coisa bacana, mas às vezes chega um momento que não dá mais e então é melhor que siga sozinha para estar bem
E ter gratidão por tudo que viveu. Trocar a raiva e o ódio pela gratidão
Lembre sempre que precisa estar bem consigo mesma para poder estar bem com os outros
Entender que tudo pode ser melhor e tudo é uma questão de escolha
Permitir-se ser diferente e ter uma meta e um propósito de vida
Fonte: Valéria Ruiz
Serviço | Site: www.bemseparadas.com.br | Instagram: @bemseparadas | Facebook: www.facebook.com/bemseparadas | YouTube: https://goo.gl/Ji9U7u
Ausência do marido motivou separação
A universitária Laudiene Andrade, 28, foi casada por cinco anos com um dirigente de futebol de um clube goiano, se separou em janeiro deste ano e tem uma filha de 2 anos e meio. Ela contou que, no início do casamento, o marido era sempre muito atencioso aos detalhes, a tudo que precisava e gostavam de viajar juntos, iam em restaurantes e eventos. "Como se fosse um verdadeiro conto da Cinderela moderna", comparou. Em 2014, ele assumiu a presidência de um clube de futebol e começou a viajar com o time para disputar campeonatos. Então, ela resolveu se separar, apontando que ele estava ausente e indiferente. Através de pessoas próximas e pelo site conseguiu se reerguer. "Achei muito bacana o nome Bem Separadas, primeiramente porque vem contra todo esse machismo, toda essa cultura patriarcal que a gente traz de que a mulher não pode se separar, que a mulher separada é mal vista, porque atribui muitas vezes o fracasso do casamento somente à mulher", afrimou.
5,4 mil divórcios na RMC
Segundo o último levantamento sobre divórcios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2015, no País, ocorreram 328.960 divórcios por escritura pública nos Tabelionatos de Notas ou concedidos em primeira instância pela Justiça. Desse total, 5.481 ocorreram nas 20 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas).