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Reis dos clássicos

Lance Livre por Claudio Gioria

Claudio Gioria | Editor-chefe do TODODIA e escreve aos sábados - 16/06/2017-23:34:03 Atualizado em 16/06/2017-23:38:02

Clássico é clássico.
Uma frase que não diz nada, mas diz tudo.
Já reparou que não existe clássico novo? Diga alguma rivalidade que surgiu nos últimos 30, 40 anos, capaz de fazer o patamar de um jogo subir um degrau e virar clássico.
Pois é...
A rivalidade surge pelos mais variados motivos no futebol e leva anos para se consolidar. As razões passam por motivos políticos, históricos, religiosos, culturais, ideológicos, entre outros.
Mas o principal motivo da rivalidade no futebol é a proximidade, a disputa para ser melhor que o seu vizinho. É só você pensar em Boca x River, Ponte Preta x Guarani, Palmeiras x Corinthians, Flamengo x Fluminense, Cruzeiro x Atlético (MG), Milan x Internazionale, Grêmio x Internacional, Juventus x Torino, Remo x Paysandu, Peñarol x Nacional...
Que graça teria o futebol sem o clássico, a rivalidade, a vontade de derrotar o seu vizinho e ter a certeza que muitas vezes aquilo é maior do que um título? Talvez sem tudo isso, o futebol se equiparasse a uma disputa do gelado curling.
Há um ano, comecei um levantamento/cruzamento de jogadores dos seis clássicos de São Paulo, que caminham para chegar à marca de 2 mil jogos (são 1.898 até o Santos x Palmeiras de quarta). Quem mais jogou clássico, quem mais venceu, quem mais perdeu, quem mais gols fez (essa é fácil...), quem sofreu mais gols, quem jogou todos os clássicos...
O resultado foi uma planilha com 3.613 jogadores e 230 treinadores com vitórias, empates, derrotas e gols de cada um em cada um dos seis clássicos.
E uma descoberta, motivo do assunto de hoje da coluna. Rogério Ceni se isolou recentemente como o segundo com mais clássicos paulistas no currículo, deixando Cláudio e Leão para trás, na soma dos números como jogador e técnico. Está perto de alcançar 200 clássicos, ficando atrás apenas de Oswaldo Brandão. Confira hoje os dez "reis dos clássicos paulistas" em número de jogos disputados ou como técnico ou como jogador. Não à toa, a única foto colorida é a de Rogério Ceni.
1º - Oswaldo Brandão (222 JOGOS)
Só como técnico - Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo
 
2º - Rogério Ceni (196 JOGOS)
188 como jogador - são Paulo
8 como técnico - São Paulo
 
3º - Cláudio (194 JOGOS)
179 como jogador - Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo
15 como técnico* - Corinthians
 
*Um deles ao lado de Hélio e Servílio
 
4º - Leão (193 JOGOS)
121 como jogador - Corinthians e Palmeiras
72 como técnico - Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo
 
5º - Poy (164 JOGOS)
98 como jogador - São Paulo
66 como técnico - São Paulo
 
6º - Mauro (162 JOGOS)
152 como jogador - Santos e São Paulo
10 como técnico - Santos
 
7º - Ademir da Guia (157 JOGOS)
Só como jogador - Palmeiras
 
8º - Pelé (152 JOGOS)
Só como jogador - Santos
 
9º - Pepe (151 JOGOS)
92 como jogador - Santos
59 como técnico - Santos e São Paulo
 
10º - Antoninho (145 JOGOS)
84 como jogador - Santos
61 como técnico - Santos