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Captur 1.6 ganha câmbio CVT

Veículos

JORGE AUGUSTO REGIÃO | 23/06/2017-23:21:43 Atualizado em 24/06/2017-00:13:30

Como era previsto desde a chegada da Captur ao mercado brasileiro, o modelo recebeu o câmbio automático de tecnologia CVT, em versão intermediária. Inicialmente, a Captur só estava disponível numa versão de entrada (Zen) com motor 1.6 e câmbio manual e uma versão topo de linha (Intense) com motor 2.0 litros e câmbio automático de 4 marchas tradicional.
O que a Renault fez, foi seguir exatamente a receita de sucesso da marca prima-irmã Nissan. Ou seja, colocar o câmbio X-Tronic CVT (o mesmo usado no Kicks) na Renault Captur em versões intermediárias. Fato incontestável, que esse câmbio CVT é uma solução muito melhor que o jurássico câmbio de 4 marchas, que a marca insiste em usar (aliás a Renault é a única a fazer isso no mercado brasileiro) num veículo topo de linha, no caso da Captur 2.0 Intense.
O resultado do novo câmbio X-Tronic CVT com o motor 1.6 SCe da Captur, é muito parecido com o que já é visto no Crossover Kicks. Mas, fica um pouco abaixo no resultado final, pois a Captur é um pouco mais pesada, e ela também simula uma marcha a menos. Assim como acontece no Kicks, esse câmbio CVT simula marchas, para não dar a típica sensação de aceleração contínua e impressão do sistema patinando. Então, esse sistema X-Tronic, faz a rotação oscilar em determinados momentos, simulando uma passagem de marcha. Enquanto no Kicks são simuladas sete marchas, na Captur a escolha foi de apenas seis.
Ainda sim, a transmissão X-Tronic CVT com o motor 1.6 SCe, garante um rodar muito suave e silencioso, principalmente em velocidade de cruzeiro. A principal vantagem disso, é que o motor pode variar sempre a rotação, de acordo com a necessidade, mantendo a velocidade constante, auxiliando no menor consumo de combustível.
Antes de tudo, é importante entender o que é um câmbio automático tipo CVT. Assim como o câmbio automático tradicional (que utiliza engrenagens planetárias), o câmbio de tecnologia CVT também utiliza um conversor de torque (um tipo de acoplamento hidráulico) para fazer a junção do motor com a transmissão. Por isso, ele também é chamado de automático.
O CVT (Continuously Variable Transmission) oferece relações de marcha continuamente variáveis, ou seja, tem relação de marchas infinitas. O maior diferencial em relação a um câmbio automático tradicional, é a ausência das engrenagens planetárias. No lugar, tem-se duas polias que são ligadas por uma correia metálica. Essas polias se comprimem e se abrem, fazendo a correia deslizar pela sua superfície, alterando continuamente a relação de marchas. Como característica, este câmbio é mais econômico e permite aceleração muito mais progressiva, e sem trancos.
O câmbio X-Tronic CVT proporciona mais conforto, especialmente em grandes centros urbanos, sem abrir mão da economia de combustível. Essa transmissão X-TRONIC CVT oferece também a possibilidade de troca sequencial na alavanca de câmbio. Mas não está disponível os paddle-shifts no volante. A caixa que equipa o Captur é produzida pela Jatco, empresa da Aliança Renault-Nissan. Esta transmissão continuamente variável de última geração já equipa dezenas de modelos, como: Renault Fluence, e os Nissans Kicks, Sentra, Versa e March.