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O freio da depressão

TodaGente

Texto | Claudete Campos Fotos | Divulgação | 10/06/2017-17:36:57 Atualizado em 10/06/2017-17:36:52

A depressão é a principal causa de incapacidade de crianças a partir de 10 anos e de jovens até 19 anos, segundo estudos da OMS (Organização Mundial de Saúde). Além de atrapalhar os relacionamentos familiares, as atividades rotineiras e a vida social, a depressão infanto-juvenil também interfere no aprendizado escolar.
A prevenção é o melhor caminho. "As crianças precisam de muita atenção. Elogie e incentive quando ela estiver fazendo alguma coisa. Ela precisa entender que é importante, que tem pessoas que gostam dela, que a respeitam e querem seu bem", disse a psicopedagoga Ana Regina Caminha Braga, especialista em educação especial e em gestão escolar.
O diálogo deve ser a base do relacionamento entre pais e filhos, pois ele permite entender as angústias, as dificuldades e os sentimentos vivenciados pelo adolescente, explica a psicóloga e neuropsicóloga Ghina Machado, cofundadora da Clínica Estar.
"A qualidade dos relacionamentos nas fases iniciais da vida pode influenciar o desenvolvimento ou não da depressão mais tarde. Quanto melhor for o vínculo emocional entre a criança, a mãe ou cuidadores, melhor será o desenvolvimento da sua capacidade de lidar com as emoções quando chegar à adolescência ou à vida adulta", informou Ghina.
SALA DE AULA
Quando ocorre o transtorno, deve-se buscar ajuda para que a criança depressiva sinta prazer em estar em sala de aula, aponta Ana Regina. "O professor deve estar atento ao que acontece em sala, ao comportamento dos seus alunos, para poder ajudar de forma adequada cada criança, fazendo com que ela goste e se interesse em estar ali", orienta a especialista.
Depressão ou "aborrescência"?
Na adolescência, os pais podem achar que os filhos passam pelas mudanças da chamada "aborrescência. A diferença entre depressão e tristeza, nessa fase, é a duração dos sintomas. É possível suspeitar de um quadro depressivo quando o adolescente apresenta, na maior parte do dia ou pelo menos por duas semanas, pelo menos cinco sintomas da doença.
A adolescência é marcada por profundas transformações físicas e emocionais, explica a psicóloga e neuropsicóloga Ghina Machado, cofundadora da Clínica Estar. "O corpo muda drasticamente, assim como os níveis hormonais. O adolescente precisa lidar com a perda de sua identidade infantil e, ao mesmo tempo, com a reorganização do seu mundo. Sem dúvida, essa é a tarefa mais difícil desta fase do ciclo vital", explicou a especialista.
Os sintomas na infância
Mudanças dos hábitos alimentares
Alterações na rotina
Retração
Fonte: Psicopedagoga Ana Regina Caminha Braga
Os sintomas na adolescência
Irritação e instabilidade emocional
Crises de raiva frequentes
Tristeza
Perda do interesse por atividades que gostava
Diminuição do apetite
Perda ou ganho de peso significativo
Agitação
Apatia
Redução da capacidade de concentração
Excesso de sono ou insônia
Cansaço
Sentimento de Culpa
Pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio
Fonte: Ghina Machado
Os prejuízos na vida escolar
Desinteresse em realizar as atividades e tarefas
Queda do rendimento escolar
Não quer conviver com outras crianças ou professor
Fonte: Psicopedagoga Ana Regina Caminha Braga