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Revestimento de prédio em Londres era inflamável

Brasil e Mundo

16/06/2017-21:50:39 Atualizado em 16/06/2017-21:50:31

O revestimento escolhido para reforma do prédio residencial que pegou fogo na quarta-feira em Londres, deixando ao menos 30 mortos, usava material mais barato e inflamável, revelou ontem o jornal britânico "The Guardian".
John Cowley, diretor da empresa Omnis Exteriors, que forneceu o material para uma reforma do edifício no ano passado, disse à publicação que a firma que conduziu as obras encomendou um composto de alumínio para revestimento que custa duas libras (R$ 8,40) a menos por metro quadrado que sua versão resistente a chamas.
A primeira-ministra Theresa May, acusada de inação após o incêndio, anunciou ontem um pacote de 5 milhões de libras (R$ 21 milhões) de ajuda aos residentes do prédio. A mandatária também visitou vítimas das chamas em um hospital. A polícia britânica, que na quinta-feira abriu um inquérito criminal para apurar as causas do incêndio, disse que não há indícios de que as chamas tenham sido provocadas de propósito e atualizou o número de mortos para 30. A contagem inclui uma pessoa que morreu no hospital.
Os corpos das vítimas foram levados para um necrotério, mas outros corpos permanecem no edifício, o que indica que o número de mortos deve aumentar. O jornal "The Sun" estima em 65 o total de mortos e desaparecidos. Ontem, segundo a agência Reuters, centenas de manifestantes invadiram um prédio da prefeitura em Kensington e Chelsea aos gritos de "queremos justiça" antes de serem retirados pela polícia. O edifício Grenfell Tower foi construído em 1974 e reformado no ano passado em uma obra orçada em £ 10 milhões (R$ 46 milhões), segundo o "Financial Times". Em seus 24 andares, abrigava 120 apartamentos em torno de uma única escadaria. | FOLHAPRESS