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'O Rastro' aposta em terror nacional

Cultura e Entretenimento

folhapress são paulo | 16/05/2017-23:05:57 Atualizado em 16/05/2017-23:05:46
Divulgação
LEANDRA LEAL | Atriz vive esposa de médico obcecado

Após oito anos de produção, chega finalmente aos cinemas amanhã o filme de terror "O Rastro", com Leandra Leal e Rafael Cardoso. Com um orçamento de R$ 4 milhões, valor considerado alto para filmes do gênero, os produtores do longa esperam conquistar a fatia do público brasileiro que adora tomar sustos.
"Queríamos fazer um filme de terror e começamos pela história clássica de uma casa na colina, no interior de Minas Gerais. De repente, percebemos que isso era muito americano e fomos pensando em outras possibilidades. Para produzir algo com qualidade, sem depender de um orçamento impossível, também era ideal concentrar as cenas em um só local. Foi quando chegamos à ideia do hospital", conta Malu Miranda, produtora do filme com André Pereira. Na trama, João (Rafael Cardoso) é um médico que trabalha na Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio e recebe como missão fechar as portas do hospital comandado por seu antigo mentor, Heitor (Jonas Bloch). De madrugada, durante a operação de transferência dos últimos pacientes, coisas estranhas acontecem. Entre elas, o desaparecimento misterioso de uma menina, paciente em estado grave.
Obcecado por desvendar esse mistério, João descobre macabros corredores nunca antes visitados do prédio e se envolve em uma rede de intrigas e corrupção política, que o leva à loucura. Gritos da garota desaparecida o atormentam, e seu estado de saúde preocupa a mulher, Leila (Leandra Leal).
O diretor J.C. Feyer, que faz o seu primeiro longa-metragem, lembra que a média de espectadores dos filmes de terror nacional é de 12 mil pagantes. "Esse número é tão baixo que já é um filme de terror", brinca Feyer. "Sabemos que o brasileiro gosta desse gênero, mas desconhece a produção brasileira. Procuramos fazer um filme com qualidade visual e boas atuações para poder concorrer com as grandes produções americanas", conta.
Outro desafio foi levar o filme ao maior número de salas de cinema. O produtor e roteirista André Pereira lembra que aguardados filmes estrangeiros, como "O Chamado", chegam no Brasil ocupando mais de 700 salas. "O Rastro" estará em 350 salas e ainda terá distribuição nos cinemas dos Estados Unidos.