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COERÊNCIA 1

Fogo Cruzado

19/05/2017-00:37:47 Atualizado em 19/05/2017-00:37:41

O vereador de Americana Rafael Macris (PSDB) cobrou coerência do colega de Casa Sergio Fioravante Alves, o Professor Padre Sérgio (PT), durante a sessão da Câmara de ontem, após o petista ter feito críticas ao presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB) por conta do conteúdo da delação da JBS. Na mesma fala, Sérgio também defendeu o ex-presidente Lula (PT) das acusações relativas à posse do tríplex no Guarujá (SP). "Os parlamentares devem olhar para o próprio umbigo antes de falar", destacou Macris.
COERÊNCIA 2
Assim como na semana passada, o sorteio da Mesa Diretora determinou que o petista falasse em seguida de Rafael, dando a quase impressão de direito de resposta. Sem papas na língua, Sérgio disparou: "Parece que seu velho pai (deputado federal Vanderlei Macris, do PSDB) também não tem coerência". A fala foi proferida antes dele tornar a criticar o governo Temer. O deputado federal foi ferrenho defensor do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ainda na linha da defesa tucana, Thiago Brochi (PSDB) foi mais enfático ao blindar Vanderlei Macris das avaliações do petista. "Foi citado aqui o nome do honrado deputado Vanderlei Macris. Um homem honesto, trabalhador, diferente dessa quadrilha que institucionalizou a corrupção no País, que tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva. Ele e sua filhinha Dilma. Tenho muito orgulho de conhecer seu pai, de pertencer ao mesmo partido", finalizou Brochi, dirigindo-se a Rafael.
EMBAIXO DO BRAÇO 1
Com um mandato de vereador nas costas, Pedro do Nascimento Junior, o Pedro Peol (PV), jogou - como se diz no futebol - com o "regulamento embaixo do braço" ao votar projeto do vereador Marco Antonio Alves Jorge, o Kim (PMDB), que pretende declarar o prédio da Câmara como de interesse histórico, cultural e institucional do município. O verde protocolou um pedido de adiamento de dez dias alegando não ter conhecimento amplo do projeto. A solicitação foi votada e derrubada pela maioria dos parlamentares. Ciente do resultado, Peol tomou frente na discussão do mérito da proposta, levantou a mão e disse: "Faço um pedido de vistas". Por ser o primeiro, foi concedido e adiou a votação do projeto em uma semana.
EMBAIXO DO BRAÇO 2
À imprensa, o vereador justificou seu adiamento e criticou dois pontos da proposta. "De acordo com o regimento, posso pedir vistas. E como era o primeiro pedido de vistas, foi automático. Tenho duas dúvidas. Primeiro: ele vai por isso como patrimônio histórico? Não está esclarecido. Mas não passou pelo Conselho de Patrimônio Histórico da cidade e não sei se isso pode ser feito. Segundo, caso seja aprovado, se o dono precisar fazer uma obra por conta de um fenômeno natural, um vendaval que arrancou telhado ou árvore que derrubou muro, ele (dono) vai precisar pedir para o prefeito enviar um projeto para ser aprovado pela Câmara", argumentou. O principal ponto é que o parlamentar é contrário ao suposto engessamento das ações do proprietário para reforma ou obra. A justificativa de Kim para o "tombamento" do prédio é a desobrigação da Câmara em pagar aluguel caso o projeto seja aprovado.