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Família acusa hospital após morte de jovem

Cidades

PEDRO HEIDERICH PAULÍNIA | 19/05/2017-23:51:55 Atualizado em 19/05/2017-23:59:57
Reprodução | Facebook
CAMILA | Jovem tinha 25 anos

Camila Batista Couto, 25, morreu dia 13, no Hospital Municipal de Paulínia, e a família dela registrou BO (Boletim de Ocorrência) na última quarta-feira acusando a unidade de saúde de negligência. Segundo a família, a jovem precisava passar por exame de ultrassom e tomografia no dia 12, o que não ocorreu por falta de funcionários aptos no hospital. Mãe da vítima, a doméstica Maria Helena Buglioli do Couto, 65, relatou à polícia que funcionários da unidade alegaram que não havia operadores qualificados para a realização de exames "devido ao corte de horas extras da prefeitura".
Os problemas da jovem começaram no dia 10, quando ela estava com vômito, diarreia e dores no abdômen. Ela foi levada até o pronto-socorro, medicada e liberada, sob a orientação de procurar uma unidade de saúde em seu bairro.
Segundo o boletim de ocorrência, a família foi no mesmo dia até o posto de saúde do Monte Alegre, onde o médico constatou um caroço na virilha de Camila e uma fissura anal, conforme o registro policial. O médico não a medicou e solicitou a coleta de exame de sangue com urgência.
Maria relata que esteve no posto de saúde para saber o resultado do exame, que não foi liberado pela enfermeira, que teria alegado que a médica veria e ligaria para a família, o que não aconteceu. De volta para casa, tomando remédio, Camila piorou na madrugada do dia 11, quando foi levada outra vez para o pronto-socorro do hospital municipal.
De acordo com a família, no hospital ela foi medicada e foi feito exame de sangue e de urina. Camila melhorou e foi liberada. Um dia depois, no início da madrugada do dia 12, a jovem apresentou piora e foi outra vez para o hospital, momento em que foi levantada a necessidade de realização de exames de ultrassom e tomografia para descobrir o que ela tinha.
Ainda de acordo com o registro policial, a médica disse que comunicou o diretor do hospital sobre a situação e que não tinha operadores por conta do corte das horas extras. Os funcionários capacitados para realizar os exames só voltariam à unidade três dias depois, na segunda-feira, dia 15. Camila faleceu na tarde do dia 13. A Prefeitura de Paulínia foi questionada sobre a acusação e não respondeu até o fechamento desta edição.