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CEI aprova convocação de Cristina

Cidades

DA REDAÇÃO SUMARÉ | 19/05/2017-23:18:54 Atualizado em 19/05/2017-23:18:48
Arquivo | TODODIA Imagem
CRISTINA | Acusada de receber R$ 600 mil por meio de caixa 2

A CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta na Câmara de Sumaré para investigar o contrato entre a prefeitura e a empresa BRK Ambiental, antiga Odebrecht Ambiental, aprovou ontem a convocação da ex-prefeita Cristina Carrara (PSDB) para prestar esclarecimentos sobre o processo de concessão dos serviços de saneamento do município à empresa. A oitiva está marcada para o dia 1º de junho, às 10h, no Plenário da Câmara.
Cristina foi acusada pelo ex-executivo da Odebrecht Ambiental Guilherme Pamplona Paschoal de receber R$ 600 mil, via caixa 2, para favorecer a empresa durante o processo de concessão do DAE (Departamento de Água e Esgoto). O repasse teria sido oferecido meses antes das eleições municipais de 2012, vencidas por ela, e entregue a João Alberghini Sobrinho, que posteriormente assumiu a Secretaria de Governo.
O objetivo também é que a ex-prefeita preste explicações sobre o Termo de Anuência concedido à Odebrecht Ambiental para reorganização do controle acionário da unidade de Sumaré, para inclusão da canadense Brookfield como proprietária. A autorização foi publicada no Semanário Oficial do Município em 29 de dezembro de 2016 e suspensa pelo prefeito Luiz Dalben (PPS) no mês passado depois que a delação de Pamplona foi divulgada.
'PEÇA CHAVE'
"Cristina é peça chave em todo processo de licitação, que teria começado antes das eleições, conforme testemunho recebido pela comissão. Toda apuração feita até este momento, inclusive com os depoimentos colhidos, aponta para a total responsabilidade da prefeita. As acusações são gravíssimas e toda a cidade precisa de respostas", disse o presidente da comissão, vereador Willian Souza (PT).
A Comissão Especial de Inquérito é formada pelos vereadores Willian Souza, Josué Cardozo (SD), Márcio Brianes (PCdoB), Tião Correa (PTB) e Rudinei Lobo (PRB) e foi instalada no dia 23 de fevereiro.
São 120 dias para investigar a situação, apresentando um relatório final. Se necessário, o prazo pode ser prorrogado por igual período.