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Atuação é irregular, diz procurador

Cidades

RODRIGO ALONSO SUMARÉ | 19/05/2017-00:37:44 Atualizado em 19/05/2017-00:37:40
Divulgação
DEPOIMENTO | Willian (à dir.), presidente da CEI, diz que depoimento confirma suspeitas

O procurador-geral de Sumaré, Arlei Eduardo Mapelli, afirmou ontem que a BRK Ambiental trabalha de forma irregular na cidade, informou a assessoria de imprensa do vereador Willian Souza (PT), presidente de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) formada no Legislativo que investiga o vínculo entre o Executivo e a empresa. Como justificativa, ele apontou que a empresa não tem contrato administrativo para atuação no município. Mapelli deu essas declarações em depoimento à comissão.
O conteúdo da oitiva foi divulgado pela assessoria de imprensa do vereador Willian Souza (PT), presidente da CEI. Em Sumaré, a BRK Ambiental realiza os serviços de água e esgoto.
"Não se sabe qual é o modelo jurídico. Então, eu não me esquivo em responder que não existe um contrato administrativo, nenhuma figura jurídica, em nome desta empresa atuando na cidade", disse o procurador-geral, segundo o departamento de comunicação do parlamentar. Uma anuência concedida pela gestão anterior para atuação da empresa na cidade após uma reorganização societária foi suspensa pela atual administração.
'ILEGAL'
Segundo Willian, as afirmações de Mapelli confirmam suspeitas da comissão. "A Procuradoria-Geral do Município compartilha do mesmo raciocínio da comissão, uma vez que o prefeito suspendeu o termo de anuência concedido à Odebrecht (antigo nome da BRK). Portanto, a BRK Ambiental é uma empresa estranha no contrato de concessão e atua de forma ilegal na cidade", declarou.
O procurador-geral também ressaltou que oficiou a empresa através de correspondência e aguarda um posicionamento dela até a próxima quarta-feira. Ele afirmou que tentou protocolar o documento na sede da Odebrecht Ambiental em Sumaré, mas foi impedido.
OUTROS DEPOIMENTOS
Hoje, a CEI ouvirá os membros da antiga Comissão de Julgamento de Licitação da prefeitura, responsáveis pelo processo de licitação dos serviços de saneamento básico, em 2014. O grupo era formado por Virgílio de Assis Balduino, José Ceron e Amilton Hoffmann. A oitiva deve acontecer às 15h, na Câmara.
Procurada pela reportagem, a BRK Ambiental não quis se manifestar sobre o assunto.

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