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Após estupro, ato é realizado

Cidades

pedro heiderich artur nogueira | 19/05/2017-00:38:04 Atualizado em 19/05/2017-00:37:54
Divulgação
MARCHA | Caminhada ocorreu de uma escola da cidade a outra

Cerca de 500 pessoas, segundo a prefeitura, participaram ontem da 6ª Marcha Contra a Exploração e Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, em Artur Nogueira. O ato foi realizado no mesmo mês em que uma jovem denunciou ter sido vítima de estupro em uma festa na cidade.
O grupo partiu às 8h30 da Escola Estadual Severino Tagiliari, seguindo pela Avenida XV de Novembro, e terminou em frente à Escola Modelo.
Segundo a organização, o dia 18 de maio foi a data escolhida devido ao Caso Araceli, ocorrido em 1973, em Vitória (ES), que chocou todo o País. Desse modo, no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é lembrado desde o ano 2000, "o que demarca a luta pelos Direitos Humanos no território brasileiro".
A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Viviane Vicentin Miolo, falou sobre o impacto da ação na sociedade. "Mesmo quem não pôde participar da passeata foi atingido por ela e, de certa forma, alertado sobre a importância da luta contra os abusos", afirmou.
A prefeitura destaca a importância das vítimas de violência sexual denunciarem o crime por meio do número telefônico 100. "A denúncia pode ser feita de forma anônima. Juntos no combate contra a violência e exploração sexual de crianças e adolescente", foi o lema da administração.
O CASO
No início de maio, uma adolescente de 17 anos procurou a polícia e disse ter sido vítima de estupro coletivo durante festa em chácara na zona rural de Artur Nogueira. Dias depois, em novo depoimento, ela mudou a versão e disse que apenas um rapaz a estuprou. Ele foi identificado pela vítima.
Segundo investigador da Polícia Civil de Artur Nogueira, o rapaz acusado pela adolescente de a ter estuprado foi ouvido na delegacia terça. Américo Sidnei Rissato assumiu o cargo de delegado titular do município anteontem. De acordo com o investigador, Rissato ainda vai se inteirar sobre o caso para dar continuidade.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo foi questionada sobre a investigação do caso, mas não respondeu.