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Joesley diz ter pago propina a Ortolan

Brasil e Mundo

RODRIGO ALONSO E FOLHAPRESS AMERICANA | 19/05/2017-23:10:22 Atualizado em 19/05/2017-23:10:02
Arquivo | TODODIA Imagem
ORTOLAN | Ele deixou cargo na gestão de Diego após polêmica

O empresário Joesley Batista, do grupo JBS, afirmou ter pago um "mensalinho" de R$ 20 mil para o ex-secretário de Educação de Americana, Milton Ortolan, a pedido do presidente Michel Temer (PMDB). O pagamento teria durado cerca de um ano. Ao TODODIA, Ortolan negou as acusações.
Durante a campanha eleitoral de 2010, segundo Joesley, Temer pediu que ele pagasse R$ 3 milhões "em propinas", que foram divididas da seguinte forma: R$ 1 milhão "através de doação oficial" e R$ 2 milhões para a empresa Pública Comunicações por meio de duas notas fiscais. Na mesma época, o empresário "concordou com o pagamento de uma propina" de R$ 240 mil à empresa Ilha Produções.
Nesse período, de acordo com Joesley, Temer "pediu que pagasse a ele mensalinho de 100 mil reais", além de mais R$ 20 mil para Ortolan, então secretário-executivo do Ministério da Agricultura. Joesley disse que "aquiesceu e determinou o pagamento, que foi feito dissimuladamente por cerca de um ano".
Questionado pelo TODODIA sobre a denúncia, Ortolan apontou que chegou a prestar consultoria à Eldorado Brasil, do mesmo grupo da JBS, no setor de logística. Ele afirmou ter feito o serviço entre 20 de março de 2012 e 20 de março de 2013, após ter saído do governo federal. O ex-secretário ressaltou que o pagamento não chegava a R$ 20 mil, mas não soube informar o valor aproximado.
"Mensalinho para mim? Vinte mil? Que é isso? (...) O que aconteceu não tem nada a ver com isso aí (com o 'mensalinho'). Fui contratado (...) Sei lá que confusão deve estar acontecendo. Jamais pedi propina para alguém. Não foi propina não. Foi suor, trabalho", destacou Ortolan, que negou ter recebido qualquer verba do grupo enquanto estava no ministério.
SAIBA MAIS
Ortolan deixou a Secretaria de Educação de Americana em março de 2010, após denúncias de supostas irregularidades cometidas pela pasta. Os casos incluem nepotismo, quebra dos princípios de moralidade e impessoalidade, além de ausência de licitação para contratação de serviço. Depois, ele assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Agricultura, do qual pediu demissão em agosto de 2011, depois de reportagem publicada pela revista Veja, segundo a qual seria conivente com irregularidades e desvios de recursos no ministério.
Sobre estas duas denúncias, Ortolan já declarou que "nenhuma delas procede".