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Corinthians não treinou pênaltis

Esportes

20/04/2017-23:34:30 Atualizado em 20/04/2017-23:34:21

O Corinthians não treinou pênaltis antes do jogo contra o Internacional, mesmo ciente de que a disputa por vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, quarta, poderia terminar na marca da cal. Com três cobranças desperdiçadas, o time alvinegro amargou mais uma eliminação em casa.
Foi a terceira vez em que a equipe corintiana acabou batida nas penalidades em três disputas que o time teve no Itaquerão. Já virou um trauma para a torcida. Palmeiras e Audax, ambos em duelos pelo Paulistão, foram os outros dois algozes.
Como atuou contra o São Paulo domingo à noite, o técnico Fábio Carille julgou que não havia tempo para praticar pênaltis. Na segunda, os atletas fizeram trabalho de recuperação, como sempre ocorre. Já na terça a comissão técnica optou por um treino leve para evitar maior desgaste do elenco.
Após o empate no tempo normal, por 1 a 1, assim como havia sido no Beira-Rio, Corinthians e Inter foram para a marca da cal e Maycon, Marquinhos Gabriel e Arana erraram suas cobranças.
Na visão de Cássio, que defendeu uma das batidas da equipe gaúcha, o fato de o Corinthians não ter treinado não foi determinante para a derrota. "Acho que isso não influencia muito. Bater um pênalti aqui (no CT) e numa arena, como a do Corinthians, é diferente", disse.
O goleiro ainda explicou que só teve sucesso uma vez porque os jogadores do Inter mudaram o jeito como eles costumam bater os pênaltis. "Eu estudei, mas os caras bateram em cantos diferentes. Tanto que o pênalti que eu peguei foi no canto que eu vi que o menino (Léo Ortiz) batia", falou Cássio.
Desde 2015, a torcida fica apreensiva quando vê o Corinthians com um pênalti a seu favor. Em vez de comemorar, afinal, a penalidade é a chance mais clara para um time fazer um gol, os corintianos se lembram de que a cada três cobranças a equipe desperdiça uma.
Nos últimos três anos, o Corinthians teve 45 pênaltis para bater, incluindo disputa de pênaltis e cobranças durante o jogo. O time errou 15, ou seja, perdeu um terço.
"É o momento mais difícil da minha carreira, com certeza. Uma carreira curta. Mas estou satisfeito com o entendimento dos jogadores do esquema e do que pedimos", disse o treinador.
| FOLHAPRESS