OK
Close

'É melhor a mãe dele chorando'

Esportes

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 17/04/2017-23:06:42 Atualizado em 17/04/2017-23:06:28
Agência Corinthians
POLÊMICA | Maicon e Jô em lance do clássico de domingo

Zagueiro e capitão do São Paulo, Maicon não demonstrou total apoio à atitude do companheiro Rodrigo Caio no clássico contra o Corinthians, domingo, pelo primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista. "Eu acho que é melhor a mãe dele (Jô) chorando do que a minha. Prefiro a mãe dos meus adversários chorando do que a minha", afirmou o jogador em entrevista coletiva ontem.
O lance que gerou uma grande repercussão aconteceu aos 39min do primeiro tempo. O atacante corintiano Jô tentou alcançar um passe longo e o goleiro Renan Ribeiro, do São Paulo, saiu para fazer a defesa, protegido por Rodrigo Caio. Após ver o goleiro reclamar de um pisão na perna, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira mostrou cartão amarelo ao atacante.
Seria o seu terceiro no torneio, o que o deixaria suspenso do jogo de volta, que será disputado no domingo, no Itaquerão. Mas o zagueiro são-paulino disse a verdade para o juiz: fora ele o autor do pisão involuntário em Renan. O cartão foi anulado.
"A gente deveria respeitar a atitude dele, foi o que ele quis fazer na hora. Se foi certo ou não a consciência está com ele, e temos que apoiar. Estou do lado dele. Se achou que foi certo ter feito isso, ele fez. Da minha parte não posso dizer porque não aconteceu comigo. Não sei no calor do jogo o que aconteceria, então não tem como eu te responder", completou Maicon.
A honestidade fez Rodrigo Caio virar um dos principais assuntos em redes sociais.
Em 24 horas, o seu nome foi citado 26 mil vezes no Twitter. Mas o jogador se irritou, após a partida, com as perguntas sobre o ocorrido.
"Eu não fiz nada de mais. Apenas disse ao árbitro que o Jô não tinha pisado no Renan", afirmou o defensor na zona mista logo após o clássico, com cara amarrada pela insistência no assunto e sem responder se sabia que o adversário estava pendurado com dois cartões amarelos.
Perguntado se acreditava que um corintiano teria a mesma atitude em caso contrário, ele disse apenas uma frase e foi embora: "Cada um tem a própria consciência."
O técnico Rogério Ceni não deu muita atenção ao fato e preferiu elogiar seu comandado. "Ele foi um 'gentleman' (cavalheiro, em inglês). Teve uma atitude que terá de ser elogiada por vocês (jornalistas)", afirmou, sem dizer se teria a mesma atitude se ainda fosse jogador. "Eu já parei. Não vou responder isso."