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Decreto de calamidade é revogado

Cidades

JOÃO CONRADO KNEIPPHORTOLÂNDIA | 20/04/2017-23:48:40 Atualizado em 21/04/2017-00:19:11
Divulgação
BALANÇO | Em balanço, Perugini lembrou reduções de gastos e reestruturação administrativa

O prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini (PDT), anunciou a revogação do decreto de calamidade financeira administrativa, em vigor desde janeiro deste ano, e a contratação de uma empresa para gestão da rede de urgência e emergência do município (leia texto abaixo). As duas ações foram divulgadas durante a coletiva de imprensa, concedida ontem, para balanço dos 100 dias de gestão.
Sobre a retirada do decreto, o chefe do Executivo afirmou que houve renegociações das dívidas, possibilitando uma reorganização financeira dos cofres públicos. "Fizemos este decreto para defender o município econômica e juridicamente, uma vez que tínhamos algumas dívidas que precisavam ser negociadas porque não estavam previstas no orçamento deste ano. Fizemos contatos com os credores e acertamos as pendências. Conseguimos, através da redução de alguns valores que foram negociados e do parcelamento de dívidas, nos reorganizar financeiramente", explicou Perugini.
O pedetista também citou fatores como a redução de gastos com aluguéis, locação de veículos e telefones corporativos, além da diminuição do número de secretarias, assessores e corte de horas extras.
"Temos desafios e grandes sonhos. Por isso, vamos olhar pra frente e fazer nossa cidade voltar a funcionar", concluiu o prefeito.
RECUO
Quando anunciou o decreto, no dia 13 de janeiro, Perugini disse que havia um rombo de cerca de R$ 50 milhões no Orçamento da administração municipal. No entanto, na primeira semana de fevereiro, o Executivo recuou e divulgou que a dívida estimada era, na verdade, de R$ 21 milhões. Os dados da Secretaria de Finanças ainda indicaram que, em 2016, o Tesouro do município fechou o ano com superavit de R$ 14,1 milhões.
A medida de calamidade financeira chegou a ser alvo de questionamento na Câmara, em requerimento proposto pelo vereador Eduardo Lippaus (PT), irmão de Ana Perugini (PT) e ex-cunhado do pedetista. No documento, Lippaus pedia a revogação.