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Febre amarela foi causa de morte, confirma prefeitura

Cidades

JOÃO CONRADO KNEIPPAMERICANA | 19/04/2017-23:19:30 Atualizado em 20/04/2017-00:53:46

A Secretaria de Saúde de Americana confirmou, ontem, a primeira morte por febre amarela no município. A vítima foi o representante comercial Ricardo Luiz Silveira, 46, que veio a óbito no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, dia 11, após frequentar as regiões de risco de Amparo e Monte Alegre do Sul.
Apesar da confirmação, a pasta afirmou que nada será alterado no cronograma de vacinação na cidade, sendo que a dose só é recomendada para quem for viajar para as áreas de risco. Ontem, quatro unidades de saúde já ficaram sem vacinas, mas a situação deve ser normalizada hoje, segundo informou o secretário de Saúde, Orestes Camargo.
"Como ele (paciente) andou viajando por áreas de risco, é 99% de certeza que ele contraiu isso na região que ele foi. Desde que ele chegou, só ficou em casa (Vila Frezzarin) e depois saiu para o hospital municipal, onde faleceu. Hoje não há nenhuma razão para pânico ou para vacinação em massa", afirmou Orestes. O paciente, de acordo com o secretário, não era vacinado.
Hoje, três equipes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) farão a aplicação do inseticida na vizinhança da residência onde morava a vítima. Na semana passada, após a suspeita, 201 imóveis foram vistoriados em 15 quarteirões e nenhum caso suspeito ou criadouro do mosquito Aedes aegypti foi encontrado.
Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, a situação de Americana não será alterada para "área de risco ampliada". "Quando a gente fala de epidemia, cada dia é uma situação diferente. A posição hoje da secretaria é a mesma do ministério (da Saúde) e da secretaria (Estadual de Saúde), de que não há a necessidade de vacinação em massa", confirmou Orestes.
SEM VACINAS
Ontem, pela primeira vez no ano, segundo a Secretaria de Saúde, não havia vacinas disponíveis em quatro unidades de saúde de Americana. Enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica do município, Leda Maria Ribeiro assegurou que o problema estará resolvido hoje.
Por semana, Americana tem direito a uma cota de 500 vacinas, que hoje são distribuídas em seis unidades. "A demanda vai aumentar e vamos pedir mais (vacinas). (...) Posso solicitar cinco mil doses, mas a determinação de quantas doses vem é do Ministério da Saúde", justificou Orestes.