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Distribuição deve ser terceirizada

Cidades

JOÃO CONRADO KNEIPP SANTA BÁRBARA D'OESTE | 18/04/2017-23:32:24 Atualizado em 18/04/2017-23:32:42
Divulgação
CÂMARA DE S. BÁRBARA | 15 dos 19 votos favoráveis ao projeto

A Câmara de Santa Bárbara d'Oeste aprovou, ontem, um projeto de lei do prefeito Denis Andia (PV) que prevê a criação de um convênio com farmácias e drogarias particulares para distribuição dos medicamentos que hoje são oferecidos pelas farmácias das unidades municipais de saúde.
A justificativa do governo Andia, que fala até em acabar com a falta de medicamentos com a proposta, é a extensão do horário e dos dias de atendimento, uma vez que as farmácias das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) fecham às 19h e não atendem aos finais de semana e feriados.
"Com essa proposta, o munícipe passa a ter um horário ampliado, inclusive em finais de semana e no período noturno. O paciente que passa nos prontos-socorros não precisa mais esperar até o dia seguinte para pegar o medicamento. (...) As farmácias que optaram pela adesão ao programa fazem a compra e praticamente esse mediamento fica à disposição do paciente a todo momento. A tendência é que a falta de medicamentos seja zerada", afirmou o secretário de Governo, Rodrigo Maiello.
A expectativa é de que, após sancionada a lei por Andia, o sistema esteja em prática dentro de 90 dias. "Agora entra a elaboração do edital para credenciar os estabelecimentos, quando vamos trabalhar com as regras e documentos que vai credenciar essa rede. (...) Vai existir um sistema informatizado nas unidades de saúde que vai ser integrado à rede de farmácias credenciadas. Quando o paciente passa pela unidade de saúde, aparece no sistema unificado esse medicamento. Ele vai na farmácia, informa o CPF e retira lá o medicamento", detalhou Maiello.
Ele e a secretária de Saúde, Lucimeire Rocha, se reuniram com os vereadores antes da apreciação da proposta, que foi aprovada por 15 dos 19 votos. Após o fim dos estoques de medicamentos, as farmácias das UBSs serão desativadas e o espaço será utilizado para outra finalidade.
Outro ponto destacado é a diminuição da burocracia para aquisição dos remédios. "Vai existir um preço mínimo e um preço máximo para (a compra de) cada medicamento. (...) Todas as farmácias credenciadas terão o medicamento e, à medida que for fornecendo ao paciente, a prefeitura vai pagando para a farmácia sem a necessidade de licitação, que demora até 90 dias quando não é impugnada", explicou o vereador José Antonio Ferreira, o Dr. José (PSDB).