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Dois são espancados em confusão generalizada

Polícia

guilherme mazieiro americana | 19/03/2017-23:54:33 Atualizado em 19/03/2017-23:54:22
Divulgação| Gama
CIVIC | Uma pedra (foto) foi jogada no carro durante a confusão

Dois homens foram espancados em uma confusão generalizada, na tarde de ontem, na Rua Vênus, no Jardim Thelja, em Americana.
A Gama (Guarda Municipal de Americana) não soube dizer quantas pessoas agrediram os dois homens, que acabaram detidos e liberados. Os patrulheiros também não souberam o motivo da agressão, mas a suspeita levantada por uma testemunha é de que uma das vítimas estivesse se relacionando com uma mulher casada no bairro.
Segundo a Gama, uma ligação anônima denunciou a briga e um disparo de arma de fogo. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram uma movimentação com cerca de 60 pessoas e um automóvel Honda Civic deixando o local em alta velocidade. O carro estava com os retrovisores e lataria danificados e um dos vidros quebrados.
Os guardas acompanharam o veículo pela Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) e conseguiram abordá-lo próximo ao Aeroporto de Americana. Os dois homens estavam assustados e com as marcas avermelhadas das agressões espalhadas pelo corpo. Os ocupantes do veículo eram o tecelão S.J.S., 26, e S.R.S., 18, que não teve a ocupação informada.
Dentro do Honda Civic, havia ainda uma pedra que foi atirada por moradores e uma cápsula de revólver calibre 38. O objeto foi apreendido e o caso encaminhado à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Americana. O registro policial feito pelo delegado Robson Gonçalves de Oliveira foi caracterizado como dano e apreensão de objeto. Os dois foram liberados.
As vítimas não deram justificativas para as agressões e relataram que desconhecem os motivos das agressões. "O condutor do veículo narrou que foi até um açougue localizado na Rua Vênus para buscar um assado que tinha ganhado, no momento em que fora agredido por muitas pessoas que ali estavam, não sabendo informar o motivo", segundo informou o BO (boletim de ocorrência).
"Quando as equipes chegaram, começou a imperar a lei do silêncio. Por algum motivo ninguém deu nenhuma informação. A confusão começou a se dispersar e não conseguimos identificar quem era os agressores", relatou o inspetor da Gama Fernando Faria ao TODODIA.
A reportagem tentou entrevistar um dos envolvidos, mas ele não quis dar entrevista. Ela relatou que estava bem e não valia a pena comentar a ocorrência.