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Crise exige ação

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Dirceu Cardoso Gonçalves | Tenente da PM e dirigente da Aspomil - 10/03/2017-00:01:26 Atualizado em 10/03/2017-00:01:23

A divulgação do PIB 2016 mostra o Brasil como um País de economia arrasada. Caímos 3,6% em produção num ano em que o mundo todo cresceu. A recessão - dizem os técnicos - é a maior desde 1948, ano do pós-guerra, quando ainda vivíamos o racionamento até de alimentos, em que o IBGE começou a medir a produção nacional.
A derrocada vem desde o segundo trimestre de 2014 e as planilhas dizem que de lá até agora encolhemos 9%, com a economia nacional retrocedendo ao tamanho de 2010, mas com os problemas do tamanho de 2017. Esses números desastrosos justificam a existência dos 13 milhões de desempregados oficialmente apurados e de outros indicadores negativos, como a violência em alta. Pior é que, com a economia em frangalhos, o governo elegeu como prioridades o estabelecimento do teto dos próprios gastos e a reforma da previdência, que luta para aprovar no Congresso aliado mesmo à revelia do que pensa a sociedade. Não se veem medidas arrojadas para aquecer a economia e, principalmente, reconquistar a confiança do investidor.
Atribui-se a derrocada à má política econômica desenvolvida pelos governos petistas. Mas não se pode ignorar que o PMDB, partido do presidente, e outras agremiações que hoje compõem o governo, foram os principais aliados de Lula e Dilma nos seus 13 anos de mandato. Com 9 meses no governo, entre interinidade e efetividade, não se justifica mais o presidente Michel Temer e sua equipe continuarem culpando o desastre petista, assistindo a Lava Jato como protagonista desse novo tempo e apenas tentando reformar o governo por dentro.