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1,6 mil postos de trabalho criados

Cidades

JOÃO CONRADO KNEIPP REGIÃO | 20/03/2017-22:53:17 Atualizado em 20/03/2017-22:53:15
Arquivo | TODODIA Imagem
MARTINS | Ele vê melhorias

As indústrias das diretorias da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) que englobam a RMC (Região Metropolitana de Campinas) abriram cerca de 1,6 mil postos de trabalho durante os dois primeiros meses desse ano. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pelas entidades.
O levantamento analisou os dados referentes às contratações e demissões dos meses de janeiro e fevereiro de 2017 nas indústrias de 36 municípios das diretorias regionais de Campinas, Americana, Indaiatuba e Santa Bárbara d'Oeste, das quais 16 cidades integram a RMC.
Entre as quatro diretorias regionais, a única a registrar redução no número de postos de trabalho foi Santa Bárbara d'Oeste, que perdeu 50 vagas nas indústrias. Já Indaiatuba, Americana e Campinas apresentaram aumento de 900, 250 e 500 vagas de emprego, respectivamente.
De acordo com o levantamento, o saldo positivo no número de empregos foi alavancado principalmente pelas indústrias do ramo alimentício e da produção de equipamentos para informática na região.
FEVEREIRO
Na comparação entre os meses de fevereiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, a região teve aumento de 250 vagas de empregos. Santa Bárbara (50) e Campinas (150) tiveram redução nos postos de trabalho, mas Indaiatuba (200) e Americana (250) tiveram mais contratações do que demissões.
Economista da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), Laerte Martins avalia que o aumento no número de empregos é uma consequência de recentes mudanças ocorridas na economia. "Basicamente foram algumas medidas macroeconômicas que foram acontecendo, como queda da taxa de juros, melhoria nas perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) após dois anos negativos, redução na inflação (...) Esses números animaram o empresário, que começaram a investir mais na produção, significando uma maior contratação na indústria", explicou Martins.
O especialista cita ainda que o crescimento no número de empregos poderia ser maior caso os setores da construção civil e do comércio estivessem melhor. "Vai chegar um momento (em 2017) em que esses dois setores começarão a serem positivos. Aí poderemos dizer que vamos ter uma boa recuperação do emprego e diminuição da taxa de desemprego. Acredito que, se no decorrer dos próximos meses esses números continuarem sendo positivos, até o final do ano poderemos reduzir para menos de dois dígitos o índice de desemprego, que hoje é de 12,3% da população economicamente ativa", analisou.
Saldo de empregos em janeiro e fevereiro
Americana
Aumento de 0,68%
250 postos a mais
Campinas
Aumento de 0,30%
500 postos a mais
Indaiatuba
Aumento de 1,10%
900 postos a mais
Santa Bárbara d'Oeste
Queda de 0,18%
50 postos a menos
Fonte: Fiesp e Ciesp (dados se referem às regionais dessas cidades)