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Sindicato se opõe a proposta

Cidades

RODRIGO ALONSO REGIÃO | 17/03/2017-23:14:07 Atualizado em 18/03/2017-18:33:55
Divulgação
CONGRESSO | Proposta está em tramitação no Parlamento

A reforma previdenciária prevê o fim da aposentadoria antecipada para professores da educação infantil, ensino fundamental e médio. Contrária à proposta, Zenaide Honório, diretora da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Americana, apontou que educadores não aguentam trabalhar por 49 anos diante das condições dadas pelo sistema de ensino brasileiro.
Hoje, os profissionais podem se aposentar com 30 anos de contribuição, no caso de homens, e 25, no caso de mulheres. Na aposentadoria comum, o tempo mínimo de contribuição é de 35 e 30 anos, respectivamente. Com a possível mudança, todos deverão ter pelo menos 65 anos de idade para se aposentar, além de 49 anos de contribuição para receber 100% do benefício.
"Qual é o professor que, trabalhando com turma de 40 a 45 alunos, em dois ou três turnos, vai aguentar trabalhar 50 anos?", questionou Zenaide.
TRABALHO EM CASA
A diretora da Apeoesp destacou que professores também trabalham em casa, onde corrigem provas e preparam aulas.
"Além da sua demanda na sala de aula, leva demanda pra casa. As escolas falam que têm computador, mas tem lugar que não chega Internet", afirmou
"A flexibilização de regras gerou situações de desigualdade entre os trabalhadores, além da diminuição de receitas (menor período contributivo) e aumento de despesas (antecipação e maior período de pagamento de benefícios)", justifica o governo federal, autor da proposta.