OK
Close

Confecção 4.0

TodaGente

Texto | Claudete Campos Fotos | Divulgação | 09/03/2017-23:19:24 Atualizado em 10/03/2017-00:29:10

A moda vai sentir o impacto direto das mudanças que serão introduzidas na indústria e da confecção 4.0. Ela é vista como uma nova revolução industrial que vai afetar toda a cadeia têxtil e até mesmo o consumidor. Aliás, os consumidores estarão no centro das atenções da indústria assim que a nova sistemática for implantada. Até mesmo para ajudar na definição de novos produtos, reduzir os custos da indústria, definir novos nichos de mercado e atender públicos não representados pela indústria da moda.
Toda essa perspectiva para o setor e as tendências que vem por aí com a Manufatura Avançada ou Indústria 4.0 foram traçadas por Renato Jardim, superintendente de Políticas Industriais e Econômicas e Comércio Exterior da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção). Esta é uma das associações brasileiras pioneiras na produção de um estudo prospectivo que vislumbra o ano de 2030.
Mas afinal o que essa confecção 4.0? É uma referência à indústria 4.0, a quarta revolução industrial que afetará todos os segmentos. A palavra-chave é a multidisciplinaridade. Ou seja, a integração de todos os setores de produção e gestão de produção por meio informatizados, eletrônicos e automatizados. Com isso, a expectativa é que a empresa tenha ferramentas para saber o que o consumidor consome e alinhar sua produção a esses anseios.
A intenção é integrar o fornecedor da matéria prima, a indústria que produz o fio e o tecido e os estilistas, produtores de moda, desenvolvedores de coleções deverão estarão sintonizados para atender os anseios dos consumidores.
"O Brasil está avançando razoavelmente bem nessa área. Confecção e outros segmentos da indústria brasileira estão participando de pesquisas para que tecnologia chegue o quanto antes for possível", disse Jardim. Duas unidades do Senai em São Paulo e Rio de Janeiro investem em plantas pilotos de indústria 4.0.
O que muda
Intenção é que a qualidade seja aprimorada com o processo interligado
Está previsto o aprimoramento da sustentabilidade, com menor consumo de insumos, produtos químicos, corantes e água na fabricação. Também espera-se que as empresas repensem todo o processo de produção, descarte, produção uso e neutralização do carbono.
Aumento da integração entre todos os atores da cadeia produtiva
Produtos Made In Brazil podem ter mais acesso ao mercado externo e aumentar as exportações
Até o momento já foram identificadas pelo menos sete tecnologias de ruptura, como impressão 3D/4D e minifábricas, que serão capazes de promover a transformação do setor
Fonte: Renato Jardim
As tendências da nova fase
Na quarta revolução industrial a tendência é o aumento do desenvolvimento de tecidos inteligentes, que poderão ser fabricados até mesmo em confecções comuns e menores. Os produtos serão mais customizados, para atender nichos específicos, uma idade específica, sem deixar de fazer as roupas em escala, em grande quantidade. Poderão ser desenvolvidos vários tipos de produtos dentro de uma mesma fábrica. As informações são de Renato Jardim, superintendente da Abit.
Produtos de vestuário tendem a ser cada vez mais funcionais e terão outros atributos além de beleza, como praticidade, poderão ser lavados menos, poderão ser usados em outras situações para além da função para a qual foi comprada, aponta o superintendente. Por exemplo: a roupa de festa poderá ser usada em outras ocasiões, bem como a linha fitness.