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Marcelo desiste de morar na Europa

Clube Gourmet

Texto | Claudete Campos Fotos | Joyce Ariel | 17/03/2017-19:55:44 Atualizado em 17/03/2017-19:55:41

Segundo colocado no MasterChef Profissionais Brasil, Marcelo Verde desistiu da ideia de voltar a morar na Europa e investiu em dois negócios após a projeção obtida com o programa culinário. Abriu a Hamburgueria State Burger, em Alphaville, na Capital paulista, há três meses. Ainda está em fase de projeto a montagem de um bar gastronômico no Tatuapé, com menu degustação com preço mais acessível.
Seus planos sempre foram apresentar uma gastronomia artística. Com nove anos de profissão, Marcelo voltou ao Brasil depois de um ano e meio como estagiário e como chef de partida de carnes no Restaurante Bel Canto, em Portugal.
Trabalhou com a maioria dos chefs franceses radicados na Capital , que estavam no auge há cinco anos, como Emmanuel Bassoleil, Erick Jacquin e Pascal Valero. Estava prestes a voltar para a Europa quando começou a gravar o programa na BAND. Com a projeção obtida com o reality culinário, Marcelo adiou, pelo menos por enquanto, o retorno ao Velho Mundo.
Marcelo confessa que estava um pouco nervoso no primeiro episódio do programa, mas começou a ganhar confiança e focou na sua meta de não fazer cópias. Na primeira edição para profissionais, Marcelo foi muito elogiado pelos pratos e por sua criatividade. Ele disse que não sabe de sua inspiração, mas acredita que o resultado é por saber fazer os pratos clássicos - do cozido à massa - e por ler tantos livros de gastronomia.
Aliás, desde os 9 anos que Marcelo descobriu a gastronomia. Quando via os cozinheiros com seus "chapéus grandes", seus olhos brilhavam. "A gastronomia chegou na minha vida mais ou menos com uns 9 anos de idade. Começava a cozinhar em casa. Então, fazia bastante pão, assistia bastante programa de culinária, os que tinham na época. E aquilo começou a me despertar cada vez mais até que, com 19 anos, eu resolvi fazer a faculdade de gastronomia lá em São Paulo", lembrou Marcelo.
No início, teve a resistência do pai, que faleceu nos seus braços. Mas seu talento superou a resistência paterna. Tanto que toda vez que passava para a próxima fase do reality olhava para o teto, batia no peito e dedicava a vitória ou a escapada da eliminação ao pai. "É pra você, pai", dizia ao superar cada prova.