OK
Close

'Se eu for candidato, é para ganhar', diz Lula em visita às obras de transposição do São Francisco

Brasil e Mundo

19/03/2017-22:15:29 Atualizado em 20/03/2017-00:23:27
Ricardo Stuckert | Fotos Públicas
ENTITY_apos_ENTITYPADRINHOENTITY_apos_ENTITY | Dilma defendeu candidatura de Lula à presidência

Não fossem os cabelos mais brancos e ralos, poderia ser o mesmo Lula do movimento sindical ou de suas primeiras campanhas. Em um ato no sertão da Paraíba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lançou na arena eleitoral de 2018 e atacou seus opositores por tentar impedir que ele volte a se candidatar ao Palácio do Planalto. Depois de visitar um trecho concluído das obras de transposição do rio São Francisco, Lula disse estar disposto a "brigar nas ruas", em referência à disputa eleitoral.
"Nem sei se estarei vivo para ser candidato em 2018, mas sei que eles querem evitar que eu seja. Eles que peçam a Deus para eu não ser candidato. Porque, se eu for, é para ganhar", declarou o ex-presidente petista diante de milhares de pessoas que lotaram a praça central de Monteiro, no sertão da Paraíba, a 305 quilômetros da capital, João Pessoa.
Na semana passada, o presidente Michel Temer esteve no mesmo local, inaugurando o trecho leste da transposição -obra iniciada em 2007, na gestão do petista. Foi o que motivou a reação de Lula. Ele subiu ao palanque ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff, de governadores, deputados e senadores aliados.
Com um discurso inflamado, Dilma defendeu seu padrinho político e o lançou abertamente à Presidência em 2018. "Há um segundo golpe, que é impedir que candidatos populares sejam colocados à disposição do povo. O Lula é um desses candidatos. Vamos deixar o Lula se encontrar com a democracia", declarou a petista. "No tapetão, não!", bradou.
Lula e Dilma desembarcaram na manhã de ontem em Campina Grande e seguiram em comboio até Monteiro, onde fizeram uma inauguração simbólica de um canal da transposição, onde uma multidão que esperava os cercou. Lula pisou na água de sapatos, tirou o chapéu branco da cabeça, abaixou-se, encheu-o e jogou a água para o alto. Sorrindo, ele e Dilma se abraçaram.
| FOLHAPRESS