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Rio Branco e Americana

Lance Livre por Claudio Gioria

Claudio Gioria | Editor-chefe do TODODIA e escreve aos sábados - 03/02/2017-23:34:51 Atualizado em 03/02/2017-23:34:26

O número quatro não marcou a estreia do Rio Branco na Série A-3 apenas pelo número de vezes que a bola foi para o fundo das redes do Nacional.
Dos 11 titulares na Comendador Souza, quatro são americanenses, algo nem um pouco comum na história do clube. Nasceram na cidade o goleiro Ronaldo, o lateral Keitá e os meia Bismaque e Tiago Silva. Bismaque foi o primeiro americanense a marcar dois gols em um jogo pelo Tigre desde Rafael Chorão em 2012, também pela Série A-3, contra a Francana.
A última vez que o Rio Branco havia entrado em campo com tantos americanenses foi em 2006. Pela Série C, empatou em casa com o J. Malucelli em 2 a 2 com Ronaldo (o mesmo titular de agora), Márcio Rocha, Rafael Chorão e Gueguel. Três dias depois, perdeu em Pelotas para o Brasil por 1 a 0 novamente com os quatro como titulares.
Dois anos antes, na derrota para o Guarani B por 3 a 1 pela Copa Federação Paulista de Futebol, o Rio Branco chegou a ter quatro americanenses juntos, mas dois deles, o zagueiro Willian e o atacante Bruno (o mesmo de agora), entraram durante a partida, juntando-se ao zagueiro Fioque e ao lateral-direito Gilson.
Voltando bem mais no tempo, em dois jogos em 1980 quatro titulares eram nascidos em Americana. No amistoso contra Rio das Pedras, o zagueiro Gersinho, o volante Nei, o lateral Sula e o atacante Tonanha começaram jogando. Três meses depois, na derrota em casa para o Linense por 3 a 1, pela Segundona, Gersinho, Sula e Tonanha estavam juntos novamente, desta vez com a companhia do atacante João Luiz, outro americanense.
Na fase amadora, é provável que essa presença de jogadores de Americana tenha sido mais frequente, mas infelizmente não há registro do local de nascimento de todos os jogadores do clube. Mas dá para cravar pelo menos um caso de cinco atletas de Americana entre os titulares do Rio Branco em um mesmo jogo.
Em 22 de fevereiro de 1959, pelo Torneio da Amizade, o Rio Branco perdeu para a Itapirense por 2 a 0. No gol, Oswaldo Pisoni, que havia retornado ao clube perto do fim da carreira. Na dupla de zaga, Irineu e Joel. Nande jogava no meio e na frente o maior artilheiro da história do clube, Scarpin. Os cinco, americanenses.
Pelo menos 52 jogadores nascidos em Americana um dia defenderam o Rio Branco. Os casos mais conhecidos são dos irmãos Rosalem (Antonio, o famoso, que seguiu para o Corinthians, e Célio, o mais novo) e do atacante Macedo.
O Rio Branco ainda pode nesta Série A-3 ter seis titulares nascidos em Americana em um mesmo jogo. Talvez pela primeira vez na história, o que dificilmente um dia teremos certeza.
Outros dois jogadores, que não disputam posição com qualquer um dos quatro americanenses hoje titulares, podem aparecer no time, casos do zagueiro Luiz Paulo e do atacante Bruno.

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