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De volta à Copinha

Esportes

Claudio Gioria | Editor-chefe do TODODIA e escreve aos sábados - 30/12/2016-23:19:25 Atualizado em 31/12/2016-00:03:51

Imagine um meio-de-campo com Alexandre, Marcos Assunção, Mineiro e Sinha. Daria para jogar em qualquer clube grande hoje. Foi com esse meio-de-campo que o Rio Branco entrou em campo pela primeira vez em sua história para disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 7 de janeiro de 1996.
Esses quatros depois virariam titulares no profissional do Tigre. Alexandre então foi para o São Paulo, Mineiro para o Guarani e depois Ponte Preta, Marcos Assunção para o Santos e Sinha seguiu uma carreira de sucesso no bom futebol mexicano.
Todos os outros titulares que entraram em campo diante de 3 mil torcedores no Décio Vitta e venceram a Portuguesa por 2 a 1 também jogaram no profissional do Tigre depois: Peruchi, Edinho, Valentim, Marcão, Marquinhos, Izaías e Marcelinho (que ainda não carregava o Paraíba).
Os dois gols do Rio Branco naquele dia já mostravam o que depois se confirmaria. Estava surgindo ali um exímio cobrador de falta no futebol brasileiro, Marcos Assunção. Foi dessa forma que ele fez os dois gols do jogo.
Mineiro fez gol, Sinha fez gol, Marcelinho fez gol e o Rio Branco chegou às quartas naquela sua estreia no torneio.
Sete anos depois, quando o Tigre voltou a disputar a Copinha, já não era uma geração tão rica, mas a maioria dos comandados de Waguinho Dias também subiu para o profissional, com maior destaque dentro do clube para o volante Everton, um dos pilares do bom meio-de-campo do acesso de 2009.
Na edição de 2004, o time começava com Éder no gol e terminava com Thiago Ribeiro na frente. Éder teve boas passagens no profissional do Tigre e Thiago Ribeiro seguiu voos mais altos na carreira. Clayton, que também estava naquele time, foi o zagueiro titular no acesso de 2009 até se contundir.
Em 2005, Éder, Clayton e Éverton lá estavam novamente, ganhando cancha. O goleiro americanense Ronaldo, que voltou agora ao clube, era o titular na Copinha de 2006, que também tinha jogadores como Rafael Chorão e Fábio Baiano, o primeiro campeão da Série A-3 de 2012, o segundo vice da A-2 de 2009 e que agora volta para o clube do coração.
A escalação de 2007 começava com o goleiro Fabiano, que depois seguiu para o São Paulo, Portugal e Turquia, e tinha Rodrigo Ost, Bismaque, Tiago Silva e Joãozinho. O primeiro quase voltou agora e o último foi um dos destaques do Tigre no ano passado. Os outros dois estão de volta agora para a Série A-3.
Tiago Silva era titular em 2008, na campanha do vice, mas o grande nome era o meia Felipe, depois negociado com o Palmeiras.
Recentemente titular no Guarani, Pegorari era o goleiro de 2009, em um time que tinha Romarinho. Apenas do time de 2010, eliminado ainda na primeira fase, não se tem boas lembranças.
O Tigre ficou fora da Copinha em 2011. O Guaratinguetá havia desembarcado em Americana e o Décio Vitta estava interditado porque passava por adequações após ser cedido à prefeitura. Sem ser sede, o Tigre não conseguiu vaga. Ninguém mais desde então mostrou interesse em recolocar o time na competição até que, neste início de 2017, o Tigre volta a disputar o torneio sem precisar arcar com os custos de uma sede.
Todas essas lembranças para bater em uma tecla que muitos batem, mas não custa bater de novo. É muito legal ganhar a Copinha. Mas muito melhor é conseguir revelar, e a Copinha é um ambiente propício para isso porque todos os holofotes do futebol brasileiro estão voltados para a garotada neste período de férias dos profissionais.
Quando você revela, ou fortalece seu time ou faz dinheiro, como o Rio Branco acaba de fazer com Júlio Vitor.
O Rio Branco fazia isso com frequência. Reforçava o time de cima e ganhava dinheiro vendendo atletas. Tomara que volte a fazer. E jogar a Copinha sempre ajuda.