OK
Close

A Fifa precisa de um caminho

Lance Livre por Claudio Gioria

Claudio Gioria | Editor-chefe do TODODIA e escreve aos sábados - 16/12/2016-23:52:47 Atualizado em 17/12/2016-00:05:49

Não tem mais como fugir. O futebol demorou, mas percebeu isso.
A tecnologia vai precisar aparecer com maior frequência nas partidas de futebol. Já tem no basquete, já tem no tênis, já tem no vôlei, já tem há um bom tempo no futebol americano. Atletismo e natação se aproveitam da tecnologia para, instantaneamente, não deixar dúvida sobre quem chegou na frente. Fórmula 1 e tecnologia são quase sinônimos.
O que falta para o futebol é um caminho. E a Fifa, tão resistente a qualquer mudança ao longo de décadas, tem agora enorme dificuldade para indicar a trilha a seguir. É preciso ter parâmetros claros logo de cara. Parâmetros que, obviamente, quando a coisa começar a fluir, podem ser redefinidos, melhorados e ampliados.
Um bom começo, talvez o mais simples, é atacar onde não há critérios subjetivos - que são tantos no futebol - e talvez onde esteja o maior volume de erros da arbitragem: impedimento.
O "teleárbitro" precisa ter à sua disposição um replay quase que instantâneo (um tira-teima evoluído) para se comunicar com o juiz em questões de segundos. Ou até mesmo o impedimento ser assinalado por esse "teleárbitro". Bandeirinha não marca mais impedimento, que pode ser assinalado por exemplo por um sinal sonoro. Logicamente em vários lances haverá um pequeno "delay" e o jogador pode até já ter começado a comemorar um gol, mas com o tempo a gente acostuma.
Agora, analisar faltas em replay, em um primeiro momento, é extremamente complicado em um jogo de contato. Além da subjetividade intrínseca ao jogo e das diferentes interpretações decorrentes disso, uma disputa de bola, quando vista em câmera lenta, pode mostrar uma infração em algo que é do jogo. Afinal, lembre-se, é um jogo de contato. Além do mais, interfere em toda a dinâmica do jogo, algo que ainda é considerado tão sagrado por muitos que acompanham futebol.
A Fifa acertou - com boa dose de morosidade - ao começar os testes há alguns anos com a tecnologia da linha do gol. Algo que não tem qualquer subjetividade. Ou a bola entrou ou não.
Agora erra ao adotar o replay para qualquer coisa, da noite para o dia, em uma competição profissional de primeiro nível, achando que um curso intensivo para os árbitros antes da competição fosse o bastante.
Talvez nem a Fifa, como os clubes europeus, considere o Mundial uma competição tão importante assim. Porque competição importante não é lugar para iniciar testes importantes.
Cornetada!
Reservei essa coluninha da Lance Livre de hoje para dar uma cornetada no União Barbarense. Não no clube, mas nos recém-chegados Fábio Costa e Emerson Melo.
Começaram muito mal.
Beira o ridículo culpar a imprensa por uma contratação fracassada; ou falar que um jornalista ligar para um possível reforço (Jorge Wagner) é quebrar a hierarquia (?1?); ou fazer ameaças veladas, como se fizessem um favor à imprensa ao "deixá-la" cobrir o dia a dia do clube.
Se o União tem suas razões para ficar meses sem dar informações relevantes, a imprensa tem as suas para buscar informações de outras formas.
Dirigente dirige.
Imprensa noticia.
Simples assim.
Deu pra entender?