OK
Close

O perigo dos 'barracos irregulares'

Cosmópolis

ANDRÉ ROSSI COSMÓPOLIS | 16/12/2016-00:59:36 Atualizado em 16/12/2016-01:14:20
Matheus Reche | TODODIA Imagem
BARRACOS | Ainda não foram completamente demolidos, depois que a prefeitura autorizou um morador a fazer a demolição e utilizar os tijolos

Um requerimento do vereador de Cosmópolis João Rodrigues Pereira (PMDB) pede a demolição de "barracos irregulares" no cruzamento entre as ruas Paulo Azevedo Filho e Rua Santo Rizzo, no bairro Recanto Novo Cosmópolis. De acordo com o documento, aprovado na sessão do dia 21 de novembro, o local é utilizado como ponto de "usuários de drogas e prostituição".
"Além de passar por lá e ver essas irregularidades, os munícipes da região me procuraram e pediram para tomar providências. (...) Aquela é uma região complicada, até questão de pedofilia já falaram por lá", disse o vereador.
Ainda de acordo com o requerimento, os barracos foram construídos na época em que os prédios do Residencial Manuel Ferreira de Souza estava sendo feito, em 2010. A obra foi de responsabilidade da construtora Brookfield Incorporações, segundo o vereador.
Porém, após a conclusão do residencial, a demolição ou utilização dos barrancos ficou a cargo da Prefeitura de Cosmópolis. "Um munícipe se interessou por fazer a demolição, para reaproveitar alguns tijolos. O rapaz começou a retirar por conta", disse Pereira.
Um funcionário da Secretaria de Habitação de Cosmópolis informou ao TODODIA que a prefeitura não iria aproveitar os itens e que autorizou que um morador faça a demolição e use os tijolos. Porém, até o momento, a retirada não foi concluída.
"Foi feito um documento atribuindo que o rapaz assumisse a responsabilidade. Já fui lá três vezes e ainda vi o barracão caído. Se ele não for mexer, precisa ver se outra pessoa teria interesse. Como a prefeitura tem suas dificuldades e não tem dinheiro para nada, acaba autorizando a pessoa a fazer isso", disse o funcionário, que pediu para não ser identificado.
O último secretário de Habitação, Marcel Martins Garcia, já foi exonerado do cargo e nenhum funcionário foi nomeado para o seu lugar. A reportagem não conseguiu contato com o morador que foi autorizado a retirar o material.