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Contrato visa acolher menores

Sumaré

ANDRÉ ROSSI SUMARÉ | 17/11/2016-22:05:48 Atualizado em 17/11/2016-22:05:41
Divulgação
ASSINATURA | Contrato da Prefeitura de Sumaré com a Casa Lar tem duração de 12 meses

A Prefeitura de Sumaré assinou na semana passada uma ordem de serviço para que a OS (Organização Social) "Casa Lar" possa se instalar na cidade. A entidade terá dez vagas para menores de 12 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social e que necessitam de auxílio do poder Executivo. O valor do contrato, que tem duração de 12 meses, não foi divulgado.
A OS Casa Lar existe há 75 anos e conta atualmente com 13 unidades de atendimento, sendo seis abrigos, quatro creches e dois CCAs (Centros para Crianças e do Adolescente - Projeto Sócio Educativo). Segundo a prefeita de Sumaré, Cristina Carrara (PSDB), a assinatura do contrato é um "passo importante" para incrementar as ações de acolhimento de adolescentes em situações de risco.
"O município fica assim muito melhor estruturado e preparado para acolher esses jovens, vítimas de maus-tratos e de outros problemas familiares e sociais, contando com uma equipe experiente para desenvolver esse trabalho, oferecendo um local de convivência mais parecido possível com o lar e dando a estas crianças a dignidade e o carinho durante essa fase delicada. Estamos avançando numa área que é um desafio para todas as grandes cidades brasileiras", disse Cristina.
A assistente social Ilana Lisboa Manso destacou que "na Casa Lar, os jovens e adolescentes têm garantido não apenas o acolhimento temporário, com alimentação e Educação, mas estabelecem a convivência familiar e comunitária, além de participarem de ações que contribuam para o desenvolvimento saudável".
O presidente da Casa Lar, Marcelo Gomes Longo, ressaltou a história da OS. "Somos uma instituição com 75 anos de existência, cuidamos atualmente de cerca de 1.100 crianças, temos mais de 230 funcionários e, neste momento, é uma grande satisfação chegar à cidade de Sumaré para cuidar dessas crianças", disse.
Em Sumaré, os casos mais comuns que necessitam do auxílio da prefeitura envolvem menores em situação de "liberdade assistida" que não têm onde morar, como menores vítimas de abandono, violência doméstica, violência sexual ou com algum transtorno confirmado por laudo psiquiátrico, entre outros. Há também atendimento psicossocial, oferta de cursos profissionalizantes, apoio para retorno à escola e atividades socioeducativas.
Além do contrato com a Casa Lar, que deve começar a atuar na cidade "em breve", a prefeitura também mantém convênio com a entidade assistencial CCI (Centro de Convivência Infantil) para acolhimento de crianças e adolescentes, que agora passa a ser reservado exclusivamente para crianças menores de 12 anos.