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Casos de estupros crescem 440%

Cidades

andré rossi sumaré | 29/10/2016-17:55:00 Atualizado em 29/10/2016-17:54:54
Arquivo | TODODIA Imagem
KOBAYASHI | Delegado titular da Delegacia de Defesa da Mulher

Sumaré registrou seis casos de estupro em setembro. Durante o ano passado inteiro, foram registrados dez estupros na cidade. Entretanto, só em 2016, o número já chega a 54, o que representa um aumento de 440%.
Os dados estatísticos foram divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) de São Paulo terça-feira.
Os números do município são os mais elevados entre as cidades de mesmo porte da RMC (Região Metropolitana de Campinas).
O número é maior do que o registrado em municípios de porte similar, como Americana (27), Hortolândia (41), Indaiatuba (40) e Santa Bárbara d'Oeste (oito).
Em Sumaré, o mês com menos registros de estupros foi fevereiro, com três. Junho apresentou a maior alta, com 11 ocorrências.
DELEGADO
De acordo com o delegado Elias Kobayashi, responsável pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), a maior parte dos casos envolvem menores de 12 anos. Porém, em apenas dois deles teria sido constatada a violência sexual.
O delegado não informou, no entanto, quantos dos 54 casos registrados se enquadraram nessa situação.
"Quase que a totalidade desses casos envolvem casais separados. Uma parte acusa a outra (de violência sexual com o menor), diz que enquanto estava na casa do outro apresentou uma lesão aparente no órgão genital. Desses casos, teve dois que realmente houve algum tipo de violência. Os demais foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) e não se encontrou nenhum tipo de lesão na pessoa", afirmou Kobayashi.
O delegado atribui a elevação no registro de ocorrências ao trabalho dos Cras (Centro de Referência de Assistência Social).
"De uma parte houve uma divulgação ou um alerta por parte do Cras. Algumas manifestações são feitas para eles, às vezes de coisas que aconteceram há dois, três anos, e daí o próprio Cras encaminha para a delegacia. Então quando chega alguma situação assim a ocorrência se enquadra como estupro. Antes da alteração da lei a gente podia fazer uma averiguação preliminar, mas hoje não mais. Todo caso desse tipo é instaurado um inquérito para apuração", comentou Kobayashi.