OK
Close

Escritório compartilhado é tendência

Empregos

claudete campos região | 29/10/2016-00:40:22 Atualizado em 29/10/2016-00:40:17
Divulgação
TROIANI | Em espaço compartilhado, é possível também estimular criatividade, diz proprietário

Se a intenção é abrir um negócio, ter um espaço próprio não é mais uma exigência. Em vez de fazer reuniões em cafeterias e restaurantes, como é frequente na região, uma parcela usa os Coworking Space, os escritórios compartilhados, para reduzir custos e contar com estrutura, como wi-fi, telefone, projetores e salas de reuniões à disposição.
O modelo pode aumentar a produtividade, amplia as oportunidades de novos negócios e ajuda a estabelecer parcerias entre os frequentadores. Trabalhar em casa tem a vantagem de não precisar enfrentar o trânsito e nem gastar com deslocamentos, mas pode ocorrer falta de disciplina, distração e dificuldade de foco, o que impacta na produtividade.
Por isso, os escritórios compartilhados são utilizados por vendedores, empresários e profissionais liberais para reuniões e apresentações, sem ter necessidade de gasto com alugueis e infraestrutura. Campinas e Piracicaba têm espaços compartilhados e vão na onda da Capital paulista, que já notou esse nicho de mercado há bastante tempo.
"Com a globalização, tudo se tornou mais rápido e os custos aumentam. Em um espaço compartilhado como a Umb.Co23 , a economia é colaborativa, o ambiente é criativo e o estímulo do networking é diário, possibilitando negócios de dentro para fora", disse o proprietário deste espaço compartilhado e designer gráfico Luciano Troiani. A Umb.Co23 fica no bairro Botafogo, em Campinas.
A prestação de serviços é bem simples. Os interessados adquirem planos de horas mensais para usar a estrutura do escritório. Vencido o período, fazem a renovação do plano, que pode ser alterada, se precisar de horas extras, sala de reunião ou impressão, por exemplo.
YOGA
E o sistema passa por uma remodelação. Na Capital paulista, por exemplo, foi aberto um escritório com um plus. O Brain abriu suas portas em setembro em Pinheiros para ser um ecossistema produtivo e para funcionar como marketplace. Ou seja, tem áreas compartilhadas de trabalho e ainda oferece serviços como Internet, salas de reunião, aulas de yoga, spinning, idiomas, café-bistró, eventos semanais e sharing (compartilhamento) de bicicletas elétricas.
Esse conceito de coworking space surgiu em 2005 com o norte-americano Brad Neuberg, que reunia os amigos em casa para trabalharem juntos, fugindo da ideia de trabalho isolado do home-office. E a tendência desse tipo de escritório é crescer. O número de posições de trabalho em espaços de coworking teve aumento de 55% em relação a 2015. Isso corresponde a 10 mil pessoas a mais trabalhando nesses ambientes. É o que aponta pesquisa realizada pelo Movebla e Ekonomio em parceria com Coworking Brasil e com apoio do Seats2meet.