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Crivella vence no Rio com 59,3%

Eleições

folhapress rio de janeiro | 31/10/2016-00:12:56 Atualizado em 31/10/2016-00:12:45
Fernando Frazão | Agência Brasil
CRIVELLA | Venceu nas áreas das classes média baixa e baixa

O senador Marcelo Crivella (PRB), 59, foi eleito ontem prefeito do Rio com 59,37% dos votos válidos, superando o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), 49, com 40,63%.
Após quatro tentativas frustradas em eleições majoritárias, Crivella conseguiu superar a rejeição ao seu nome em razão da ligação com Igreja Universal, da qual é bispo licenciado.
"Eu peço a Deus que essa modesta e acidentada vida pública possa deixar para todos os cariocas esse ensinamento, exemplo: sempre chega a nossa vez quando a gente não desiste. Peço a Deus que nesses quatro anos de governo possamos ter a esperança dos que sempre lutam e a fé dos que nunca desistem", disse o senador após a divulgação do resultado.
A eleição foi marcada por um alto índice de votos brancos, nulos (20,08% dos que compareceram) e abstenções (26,85%) -taxas recordes em segundos turnos no Rio.
Os dados do TSE mostram que o senador venceu em toda zona oeste e nos bairros da zona norte próximos à Baixada Fluminense. Esta é a área que reúne população de classe média baixa e baixa. Em discurso, o prefeito eleito citou temas caros a esse eleitorado. "As urnas falaram bem alto: não à legalização do aborto, não à legalização das drogas, não à ideologia de gênero para as crianças", disse Crivella, que rezou o "Pai nosso" ao fim de sua fala.
Freixo venceu em quase toda a zona sul, área mais rica da cidade, à exceção de Ipanema. A derrota no bairro explica parte das dificuldades do PSOL nessa campanha. O deputado sofreu com a rejeição aos candidatos de esquerda no país. Ipanema foi um dos dois únicos bairros em que Carlos Osório (PSDB) venceu no primeiro turno.
O senador centrou sua campanha em contraposição ao canteiro de obras em que se transformou a cidade para a Olimpíada. Em seu slogan, afirmava que "chegou a hora de cuidar das pessoas".
Para isso, terá pela frente um orçamento R$ 1,4 bilhão menor do que o de 2016.