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Após ação da PF, Ribeirão Preto tem abstenção recorde

Eleições

31/10/2016-00:12:45 Atualizado em 31/10/2016-00:12:43

A operação Sevandija, que sacudiu o cenário eleitoral em Ribeirão Preto a um mês da realização do primeiro turno, é apontada por políticos locais como responsável por fazer a cidade ter o maior índice de abstenção entre os 13 municípios paulistas que tiveram segundo turno.
Dos 435.381 eleitores aptos a votar ontem, 120.257, ou 27,62% do total, deixaram de ir às urnas. Como comparação, os ausentes representam mais que o total de votos obtidos por Ricardo Silva (PDT), segundo colocado nas urnas, com 111.697 votos.
Na eleição de 2012, a abstenção na cidade tinha sido de 22,06%, com 92.561 faltantes. Duarte Nogueira (PSDB) foi eleito prefeito, com 147.705 votos, ou 56,94% dos votos válidos.
Após Ribeirão, Santo André vem a seguir no ranking de abstenções, com 25,36%, seguida por Bauru, com 24,87%.
A Sevandija foi deflagrada pela PF e pelo Gaeco, do Ministério Público Paulista, no dia 1º de setembro e investiga supostas fraudes em contratos de licitações da prefeitura, administrada por Dárcy Vera (PSD), que somam R$ 203 milhões.
Além de ter levado membros do primeiro escalão do governo à prisão -já foram soltos, a operação obteve na Justiça a suspensão dos mandatos de nove vereadores.
Membros das campanhas de Nogueira e Ricardo afirmam que a operação atrapalhou a credibilidade da classe política como um todo, o que explica o alto índice de abstenção. Para eles, prova disso foi a não reeleição de 8 dos 9 vereadores investigados pela Sevandija.
ABC PAULISTA
Em seu discurso de vitória, o prefeito eleito em São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), provocou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que o petista deveria "usar sua influência para falar a verdade". "O ouvido do povo não é pinico, Lula", afirmou. "Amanhã, tranquilidade. Sem revanchismo, sem ódio.", finalizou Morando.
| FOLHAPRESS