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Comerciantes cobram agilidade

Hortolândia

ANDRÉ ROSSIHORTOLÂNDIA | 16/09/2016-21:32:55 Atualizado em 16/09/2016-22:46:42
Matheus Reche | TODODIA Imagem
RUA luiz camilo de camargo | Intervenções na via

As obras de remodelação da Rua Luiz Camilo de Camargo, no Centro de Hortolândia, têm gerado reclamações e prejuízos para os comerciantes, que cobram agilidade. Sujeira, queda nas vendas e até fechamento de lojas já ocorreram desde o início da intervenção, iniciada em março com o objetivo de substituir a fiação aérea por uma subterrânea.
Uma comerciante de 71 anos, que pediu para não ser identificada, disse que atualmente está vendendo cerca de 30% menos em comparação ao período que antecedeu as obras. "Acabou com o nosso comércio aqui. Não só o meu, mas o da rua toda. Fazem buracos, lota tudo de terra... é um prejuízo muito grande. Mal consigo pagar as contas. Está todo mundo desesperado", relatou.
Além da queda nas vendas, a mulher está tendo que se desfazer de alguns produtos. O motivo é a terra que entra dentro da loja, sujando e comprometendo a qualidade dos itens.
"Eu trabalho com papel. A mercadoria estraga. Tem que ficar em cima e limpando toda hora. A poeira impregna, é desagradável para o cliente", comentou.
O gerente das Lojas Cem, Ronaldo Tápia, disse que foi necessário contratar uma oficial de limpeza a mais para manter o local limpo. "Houve muito problema em relação a sujeira, poeira, disso eu não escapei. Não sentimos queda nas vendas, até porque o cliente tem que vir pagar o boleto aqui. Então ele vem, paga e acaba comprando", disse.
Situação aparecida aconteceu na loja Hot Point. Segundo a gerente Carla Cristina Ferreira dos Santos, também foi necessário reforçar a equipe da limpeza. "Contratamos uma diaristas que vem três vezes por semana. Tem muita sujeira. Caiu um pouco (as vendas), mas não muito. O comércio geral não está ótimo, então atrapalha um pouco", disse.
Teve até quem fechou a loja para tentar minimizar os prejuízos. "Com a queda nas vendas nem dava mais para ficar no aluguel. Estou vendendo as roupas aqui na minha casa mesmo. Não tem condição", lamentou uma comerciante que pediu para não ser identificada.
Segundo o presidente da Aciah (Associação Comercial e Industrial de Hortolândia), Almir Julio Grizante, após as reclamações, a associação protocolou na Câmara um pedido para que os comerciantes tenham isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em 2017. "É uma forma de amenizar as perdas. Não ameniza tudo, mas acaba ajudando um pouquinho. A solicitação é para a área central e em torno da obra", informou.
O projeto de lei, de autoria do vereador José Nazareno Gomes (PTB), o Zezé, entrou em tramitação na Câmara no dia nove de agosto. De acordo com a assessoria do Legislativo, o projeto ainda precisa passar pelas Comissões de Desenvolvimento e Bem Estar Social, Direitos Humanos e Cidadania, e de Finanças e Orçamento. Se aprovado pelas comissões, o projeto irá para votação no plenário. A análise das comissões deve ser concluída nesta semana.